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Educação: Por iniciativa dos deputados do PSOL, fusão de Kroton e Anhanguera será tema de audiência pública

Requerimento dos deputados Ivan Valente, Chico Alencar e Jean Wyllys para debater a fusão de dois grandes grupos privados de ensino superior, a Kroton e a Anhanguera, foi aprovado na manhã de quarta-feira (08), na Comissão de Educação. A fusão dessas empresas poderá criar o maior grupo educacional do mundo, com um capital aberto de R$ 12 bilhões e quase 1 milhão de alunos, sendo 450 mil no modelo de ensino a distância.
 
A fusão, que ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), foi anunciada no dia 22 de abril e provocou a reação da bancada do PSOL. “É extremamente preocupante a transformação de escolas, faculdades e universidades em empresas. Há aqui a inversão do significado dessas instituições. Tratadas como mercadorias, estão sujeitas à compra e venda na perspectiva de acumulação de capital. Porém, o que se realiza, ou deveria se realizar no interior dessas instituições é de outra natureza. Acreditamos que a atividade educativa se estabelece no âmbito dos direitos sociais, com o objetivo de formar na perspectiva do desenvolvimento humano, tecnológico, econômico e social e, sobretudo, na formação de cidadãos capazes de compreender, atuar e transformar a realidade em que estão inseridos. Compreensão, portanto, que coloca a educação como direito e necessariamente distante da condição de mercadoria”, discursou o deputado Ivan Valente.
 
O requerimento (nº 252/2013) aponta que a Kroton Educacional e a Anhanguera Educacional congregam uma estrutura de mais de 800 unidades de ensino superior, mais de um milhão de estudantes e obtiveram lucro de mais de R$ 600 milhões, cada instituição, somente no ano de 2012. Também no ano passado, a Anhanguera e a Kroton lideravam (1º e 3º lugar, respectivamente) a lista de universidades que mais ofereciam vagas pelo Prouni.
 
No requerimento, os deputados do PSOL solicitam a participação do diretor presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), Amaro Henrique Pessoa Lins, do presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), Celso Napolitano, e do professor titular da Faculdade de Educação da USP, Romualdo Luiz Portela de Oliveira.

 

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