Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa
Deputado critica truculência da PM e intransigência do governo em não dialogar com a categoria, que se encontra em greve por melhores salários e condições de trabalho
No início da noite desta terça-feira (01), logo após a Câmara Municipal do Rio de Janeiro ter aprovado a proposta de Plano de Carlos e Salários dos professores municipais, contrariando as reivindicações da categoria, o deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro Jean Wyllys divulgou uma nota cobrando que o prefeito Eduardo Paes instaure um processo de diálogo com a categoria.
No documento, o parlamentar também critica a atuação do governo, tanto estadual quanto municipal, diante das mobilizações dos professores, que, por meio da Polícia Militar, tem cerceado o direito à manifestação e agredido trabalhadores. “A resposta às manifestação ou greve de professores por melhores salários não deve – não pode! – ser a violência policial, a repressão, as armas ‘não-letais’. A situação não se resolverá com a truculência policial como foi no último sábado, 28”, afirma trecho da nota.
O deputado do PSOL reforça a cobrança para que o prefeito retome as negociações com os professores. “Ontem (segunda-feira) endossei nota destinada ao prefeito Eduardo Paes, solicitando a retomada das negociações com os professores e professoras que fazem reivindicações à espera de negociação! A negociação é o meio democrático de equacionar a pressão dos sindicatos sobre os planos do governo”, enfatiza Jean.
Confira abaixo o inteiro teor da nota de Jean Wyllys.
Há duas décadas não há tamanha mobilização dos professores e professoras, tanto municipais quanto estaduais, do Rio de Janeiro. Ignorando as vozes das ruas e, principalmente dos e das profissionais de educação, lamentavelmente a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, nesta terça-feira, o novo plano de carreira dos professores municipais, que não atende as reivindicações e não cumpre o acordo assinado pelo prefeito, Eduardo Paes, com a categoria.
As profissionais e os profissionais de educação estão nas ruas não apenas por salários. Estrutura ruim e material didático cheio de erros também são parte das reclamações de uma extensa pauta que resume uma grande verdade: há profunda insatisfação com a política educacional dos governos do PMDB.
A resposta às manifestação ou greve de professores por melhores salários não deve – não pode! – ser a violência policial, a repressão, as armas “não-letais”. A situação não se resolverá com a truculência policial como foi no último sábado, 28.
Ontem endossei nota destinada ao prefeito Eduardo Paes, solicitando a retomada das negociações com os professores e professoras que fazem reivindicações à espera de negociação! A negociação é o meio democrático de equacionar a pressão dos sindicatos sobre os planos do governo.
Balas de borracha, cassetetes e gás não são respostas justas nem democráticas a reivindicações legítimas! Os governos Estadual e Municipal do RJ devem negociar!
A categoria tem em mim todo o apoio necessário na decisão de continuação da greve. Não é batendo em professor que a educação prosperará!
Jean Wyllys
Deputado Federal pelo PSOL-RJ

