O número de colégios estaduais ocupados por alunos em apoio à greve dos professores já chega a 27 no Rio de Janeiro. Segundo o movimento Escolas do RJ em luta, o Ciep Professor Joaquim de Freitas, no município de São Miguel, é a mais recente ocupação dos estudantes fluminenses.
Em entrevista à Agência Brasil, a professora Valéria de Moraes afirmou que a ocupação visa a alertar o governo sobre a situação de descaso que vive o ensino estadual. “Eu apoio porque é necessário trazer os olhos do Estado para a nossa situação. Não queremos tumultuar, nem fazer nada de errado. Pelo contrário, estamos lutando por uma educação de qualidade”, acrescentou.
Já o estudante Erick Rodrigues, do 3° ano do ensino médio, disse acreditar que o colégio tenha suas limitações como qualquer outro, mas que oferece um ensino de qualidade. “A gente observa que os professores dão o máximo em sala de aula. Temos também uma boa estrutura que nos ajuda muito. Claro que algumas das reivindicações deles são interessantes, mas não dá para ser assim. Esses alunos não estão pensando que com essa atitude eles fazem com que a maioria perca um período letivo que faz toda a diferença. Nenhum vestibular vai levar em consideração esse tempo que ficaremos parados”, lamentou.
Sobre a mobilização
A mobilização dos estudantes do Rio de Janeiro já completou um mês. As manifestações se espalharam por dezenas de cidades do estado e as escolas já começam a ser ocupadas pelos seus estudantes, professores, pais e mães, como instrumento de pressão ao governo de Luiz Fernando Pezão e a SEEDUC-RJ (Secretaria de Educação do Estado do Rio). Nosso movimento só vai crescer.
Confira o mapa de escolas ocupadas no Rio de Janeiro: http://bit.ly/25NCb05
Greve dos professores
Os professores da rede estadual do Rio estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 2 de março. Em assembleia realizada na última quarta-feira (06/04), a categoria decidiu manter movimento de greve nas escolas da capital, região metropolitana e interior do Estado.
Segundo informações do Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ), a assembleia aprovou, além da manutenção da greve, uma série de atividades de mobilização e pressão, como ato unificado com o funcionalismo na Secretaria de Estado de Fazenda, na quinta-feira (14), assembleia geral no mesmo dia, panfletagem simultânea em todos os municípios, com distribuição de 200 mil cartas à população; e apoio institucional do sindicato ao movimento estudantil de ocupação dos estudantes nas escolas estaduais.
Os trabalhadores da educação reivindicam diversas pautas, como eleição direta para direção de escolas; fim da política de meritocracia; melhores condições estruturais e de trabalho nas escolas; retificação do decreto do abono das greves de 1993 até 2016; enquadramento por formação; jornada de 30 horas pra funcionários administrativos e realização de concurso público; e descentralização da perícia médica; entre outros eixos.
Para saber mais sobre a luta dos estudantes e professores fluminenses, acesse Escolas do RJ em luta e Sepe-RJ.
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Com informações da Agência Brasil, do movimento Escolas do RJ em luta e Sepe

