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Estudantes, trabalhadores e militantes sociais voltam às ruas nesta quinta-feira pela redução da tarifa e contra os gastos com a Copa

Do site do PSOL Nacional – Leonor Costa

Ato realizado pelo Movimento Passe Livre na capital federal reforça a reivindicação pela tarifa zero e transporte público de qualidade e para todos
 
Na maioria das capitais do país, milhares de pessoas promoverão nesta quinta-feira (20) novos protestos, na tentativa de repetir o que ocorreu na última segunda-feira (17), quando as principais ruas de 12 capitais paralisaram. Nas manifestações de hoje, temas como a redução da tarifa de ônibus e metrô, transporte público de qualidade, os gastos com a Copa das Confederações na reforma dos estádios, mais investimentos para Educação e Saúde, contra a PEC 37 (que reduz o poder de investigação do Ministério Público) e a democratização dos meios de comunicação, entre outros, estarão presentes como eixos de luta. Militantes do PSOL de todo o país estarão, mais uma vez, presentes nos atos, levando as principais reivindicações da esquerda socialista.  
 
No “evento” criado no facebook para divulgar o ato desta quinta-feira, em Brasília, a partir das 17h, no Museu Nacional, a convocatória afirma: “As manifestações de rua da juventude brasileira são um sinal evidente que estamos em um novo tempo. Precisamos dar um sentido político a elas, unificar os atos, cantar em conjunto, vibrar no mesmo tom. Em Brasília, o rechaço a lideranças e a partidos políticos é forte. Mas precisamos saber diferenciar quem está do nosso lado. A negação de tudo não nos levará à vitória. Temos que acreditar nas lideranças de quem está do lado do povo. A continuidade do nosso ato será fruto dessa consciência organizativa. Depois de 100 mil jovens nas ruas em São Paulo e mais 100 mil no Rio de Janeiro, milhares de jovens em outras 10 capitais do Brasil, formaram um coração pulsante de quase 500 mil pessoas em todo Brasil. O desejo de mudança é latente”.
 
Na página criada na rede social, até o momento há 12.679 pessoas confirmadas para esta manifestação, mas a expectativa dos organizadores é que a presença seja ainda maior.
 
Em outras capitais, como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Maceió, Manaus, Fortaleza, Vitória, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Belo Horizonte, Belém, João Pessoa, Curitiba, Recife, Teresina, Natal, Porto Alegre, Porto Velho e Florianópolis. Pelo mapa divulgado nas redes sociais, as manifestações incluirão também aquelas cidades onde os prefeitos já se comprometeram a baixar o preço da tarifa do transporte público.
 
Ato do MPL, nesta quarta, em Brasília, reúne mais de 3 mil pessoas
No início da noite desta quarta-feira (19), o Movimento Passe Livre de Brasília promoveu o seu primeiro ato convocado nesse momento de grandes manifestações pelo país afora em defesa da redução da tarifa de transporte público. A concentração teve início por volta das 17h, na Rodoviária do Plano Piloto, onde os militantes discutiram o roteiro da manifestação e também confeccionaram cartazes, com diversas palavras de ordem.
 
A caminhada teve início por volta das 18h, subindo o Eixo Monumental, passando pela Avenida W3 Sul e descendo pelo Eixão. Por volta das 20h, os mais de 3 mil manifestantes voltaram para a Rodoviária, onde encerraram a manifestação. No percurso, palavras de ordem como “Pago, não deveria, transporte público não é mercadoria” e “mídia fascista e sensacionalista” foram entoadas. Cartazes com dizeres como “10% do PIB, 100% dos royaltes do petróleo”, “Contra o monopólio da mídia” e Controle popular no transporte público” também marcaram o protesto na Capital Federal.
 
A integrante do MPL Leila Saraiva explicou que os principais eixos de luta do movimento no momento são tarifa zero e transporte 24 horas para todos os cidadãos. “É importante que fique claro que Brasília não tem reajuste na tarifa de ônibus há 7 anos devido à nossa pressão e as mobilizações na rua. Em 2006 houve o último reajuste e naquele momento o Movimento Passe Livre ficou nas ruas durante 4 meses e, desde então, nenhum governo teve coragem de reajustar novamente a tarifa. Mas isso é fruto da nossa pressão”, ressaltou Leila.
 
Segundo ela, o movimento pretende avançar mais na pauta do transporte público. “O problema não é somente o preço da tarifa. A questão é que não temos transporte de qualidade e muitas pessoas não tem condições de pagar por ele. Por isso, defendemos a tarifa zero. Se o transporte é público não tem porque pagar. A prioridade é que todos possam usá-lo”, defendeu Leila.
 
A militante também comentou a onda de protestos no país e ressaltou a necessidade de a esquerda organizada se fazer presente e disputar o conteúdo das bandeiras das manifestações. “Estamos vivendo um momento de efervescência muito legal. Mas esses movimentos precisam ter um recorte mais à esquerda. Setores conservadores e a mídia têm se apropriado da nossa pauta. É bom estar na rua, mas o momento exige uma maior politização”, enfatizou Leila.
 
O militante do PSOL Chico Carneiro De Filippo, presente no ato de ontem do MPL, ao lado de outros militantes do partido, afirmou que na manifestação desta quinta-feira (20), que sairá do Museu da República, organizações da esquerda do Distrito Federal marcarão presença para pautar as bandeiras histórias do movimento. “Vamos construir um ato unificado, também com as nossas pautas”, ressaltou.
 

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