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Executiva do PSOL emite nota em apoio ao povo grego

Do PSOL Nacional, Leonor Costa
A Executiva Nacional do PSOL divulga nesta quarta-feira (01) a nota abaixo, em apoio ao povo grego e às políticas adotadas pelo governo de Alexis Tsipras, contra as imposições da Troika, formada pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu. A manifestação se dá no momento em que o primeiro-ministro, que assumiu a condução do país em 26 de janeiro deste ano, convoca a população grega a participar do referendo, marcado para o próximo domingo (05), para saber a opinião sobre as medidas propostas pelas instituições europeias.
“Este referendo não é sobre a permanência ou não na zona euro”, afirmou Alexis Tsipras, repetindo que o voto ‘Não’ não significa uma ruptura com a Europa, “mas um regresso aos valores europeus”. “O voto ‘Não’ é um apoio a um acordo que seja justo e não sacrifique mais os pensionistas e os pobres”, disse. “Os eleitores estão a ser chantageados para dizer ‘Sim’ a todas as propostas dos credores, que não oferecem nenhuma solução para a crise”, avisa o primeiro-ministro.
No início desta semana, o líder do Syriza disse que a Grécia continua na mesa de negociações e que está disposta a encontrar uma saída que não prejudique a população mais pobre do país. “O governo grego propôs hoje um acordo de dois anos com o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) para cobrir por inteiro as suas necessidades financeiras e ao mesmo tempo fazer a restruturação da dívida”, disse, em nota divulgada em Atenas.
Alexis Tsipras pediu “mudanças graduais” às condições impostas pelo Eurogrupo. Segundo disse à Agência Reuters, ele pede reformas na previdência e no mercado de trabalho, assim como a adoção de corte menor aos gastos militares neste ano.
Os credores, que seguem intransigentes no debate sobre a restruturação da dívida, já vêm admitindo a possibilidade de antecipar a discussão. No entanto, a concessão seria apenas em caso de vitória do ‘Sim’ à proposta de mais austeridade para os próximos meses.
Na nota, a Executiva do PSOL entende que a chantagem da Troika contra a Grécia já era esperada. “De nenhuma maneira podia se fazer as concessões que pedia o governo grego. Não pode do ponto de vista econômico, mas tampouco político. Significaria abrir a porta para que novos Syrizas sigam aparecendo na Europa, como já sucedeu na Espanha, com o Podemos. Significaria também estimular que mais europeus tenham disposição para rejeitar a política de austeridade, implementada em toda zona do Euro, tornando mais forte as reações que já foram sentidas na Irlanda, Portugal e em outros países”.
Leia abaixo a íntegra do documento.
Todo o apoio ao povo grego na sua luta contra a Troika
Depois de longos meses de negociações, o governo grego decidiu deixar a mesa de negociações com a Troika para que o povo grego decida se aceita ou não as condições impostas por ela. Ou seja, o povo grego está sendo chamado a manter sua altivez ou aceitar a ditadura financeira que comanda a União Europeia, sob a batuta imperialista da Angela Merkel.
Pela primeira vez na história da União Europeia um partido no governo  rejeita as medidas de austeridade. Nas palavras do discurso pronunciado por Alexis Tsipras ao povo grego em 27 de junho: “Depois de cinco meses de duras negociações, nossos parceiros, infelizmente, emitiram no Eurogrupo anteontem um ultimato à democracia grega e ao povo grego. Eles pediram ao governo grego que aceitasse uma proposta que acumula uma nova carga insustentável em cima do povo grego e prejudica a recuperação da economia e sociedade gregas, uma proposta que não só perpetua o estado de incerteza, mas acentua ainda mais as desigualdades sociais”.
Poucas horas depois uma declaração taxativa da direção, o Syriza fazia o apelo ao povo grego a votar NÃO no próximo referendo convocado para o dia 5 de julho.
A chantagem da Troika contra a Grécia era esperada. De nenhuma maneira podia se fazer as concessões que pedia o governo grego. Não pode do ponto de vista econômico, mas tampouco político. Significaria abrir a porta para que novos Syrizas sigam aparecendo na Europa, como já sucedeu na Espanha, com o Podemos. Significaria também estimular que mais europeus tenham disposição para rejeitar a política de austeridade, implementada em toda zona do Euro, tornando mais forte as reações que já foram sentidas na Irlanda, Portugal e em outros países.  Não temos nenhuma dúvida que agora as mobilizações de apoio se espalharão por toda Europa, como já começou a acontecer.  
O PSOL tem sido, desde o primeiro momento, solidário com o Syriza e o povo grego. Nos momentos em que o governo Dilma/Levy se curva ante os banqueiros americanos e o governo imperialista dos EUA, e o conservadorismo parlamentar avança, Grécia é nosso exemplo.
Agora sua solidariedade será mais forte que nunca. Chamamos a todos nossos militantes a organizarem manifestações de apoio na embaixada e nos consulados gregos. Conclamamos também os nossos representantes parlamentares e vereadores a fazerem pronunciamentos a favor de Syriza e do governo grego.
Toda solidariedade militante ao povo grego e ao seu altivo governo!
Executiva Nacional do PSOL
Partido Socialismo e Liberdade

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