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Fundamentalistas tentam questionar legitimidade de espaços alternativos para a discussão de Direitos Humanos na Câmara

Questionar regimentalmente a legitimidade de subcomissões para tratar de assuntos afetos às suas respectivas comissões é a mais nova manobra de fundamentalistas na tentativa de deslegitimar os espaços alternativos que estão sendo criados pelos deputados da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos com o objetivo de discutir os mais variados temas que afligem as minorias brasileiras.
 
O questionamento foi do deputado João Campos (PSDB-GO) que solicitou ontem na tribuna da Câmara a inviabilidade da subcomissão especial destinada a tratar dos assuntos destinados à Cultura, Direitos Humanos e Minorias. Segundo o deputado, a criação da comissão para tratar de direitos humanos abre precedentes que repercutirá em despesas para a Casa e causará detrimentos na qualidade dos trabalhos da comissão.
 
Autor do requerimento que criou a subcomissão de cultura e direitos humanos, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), retrucou dizendo que há uma relação estreita entre cultura e Direitos Humanos e que, “se o deputado João Campos não entende isso, precisa aprofundar seus conhecimentos sobre os dois temas”. “O pedido para anulação da subcomissão de cultura e direitos humanos é nada mais do que ciúme pelo fato de que nos retiramos de uma comissão que pode ter legalidade mas que não tem legitimidade”, diz Wyllys.
 
Segundo o deputado, os membros da Comissão de Direitos Humanos que se retiraram do espaço para compor a Frente em Defesa dos Direitos Humanos permanecem irredutíveis em sua decisão. “Não encontramos ali mais espaço legislativo nem político para tratar dos direitos humanos de minorias então passamos a atuar nos espaços onde nos temos ainda chances de defender os direitos humanos de minorias”, conclui.
 
A deputada Erika Kokay (PT-DF), também coordenadora da Frente em Defesa dos Direitos Humanos ao lado do deputado Wyllys, exigiu respeito por parte do deputado Campos, que usou o termo espúria para definir os parlamentares da Frente. Ela defendeu a ideia de que os direitos humanos perpassam temas e discussões.

 

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