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Judeus sobreviventes do holocausto condenam o massacre de palestinos e cumplicidade dos EUA

Por meio de carta aberta, cerca de 250 judeus sobreviventes e descendentes de sobreviventes do holocausto nazista condenam as ações do Governo de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza, a cumplicidade do Governo dos Estados Unidos e conclamaram ao boicote acadêmico, cultural e econômico de Israel.
 
“Condenamos, inequivocamente, o massacre de palestinos em Gaza e a ocupação e colonização da Palestina histórica em curso”, afirmam na carta que foi publicada no sítio web da Rede Internacional Judaica Antissionista (International Jewish Anti-Zionist Network).
 
“Condenamos ,ademais, os Estados Unidos pelo fornecimento a Israel de meios para levar a cabo o ataque”.
 
Denunciam o uso fraudulento de seu sofrimento, suas histórias e biografias para promover a desumanização dos palestinos, tal como fez Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz por meio de anúncios publicados em grandes meios como The Guardian, nos quais se acusa, sem provas, os palestinos, especificamente o Hamas, de usar crianças como escudos humanos. Os anúncios de Wiesel são para “justificar o injustificável: a determinação de Israel de destruir Gaza e o assassinato de cerca de 2 mil palestinos, incluídos centenas de crianças”, afirmam.
 
No site, solicitam donativos para publicar a carta no New York Times para maior difusão.
 
Em seguida a íntegra da carta
“Como sobreviventes e descendentes dos sobreviventes judeus do genocídio nazista, condenamos, inequivocamente, o massacre de palestinos em Gaza e a ocupação e colonização da Palestina histórica em curso. Condenamos, ademais, que os Estados Unidos forneçam a Israel os fundos para levar a cabo o ataque, e a todos os Estados ocidentais, de maneira geral, pelo uso de sua força diplomática para proteger Israel de ser condenado. O genocídio começa com o silêncio do mundo.
 
Estamos alarmados pela extrema desumanização racista dos palestinos na sociedade israelense, que alcançou o paroxismo. Em Israel, os políticos e comentaristas no The Times de Israel e no The Jerusalem Post pediram, abertamente, o genocídio de palestinos, e israelenses de direita estão adotando a divisa neo-nazi.
 
Alem do mais, desapontados e indignados pelo abuso de Elie Wiesel de nossa história nessas páginas, para promover clamorosas falsidades, utilizadas para justificar o injustificável: a determinação de Israel de destruir Gaza e o assassinato de cerca de 2 mil palestinos, incluídas centenas de crianças. Nada pode justificar o bombardeio de refúgios das Nações Unidas, residências, hospitais e universidades. Nada pode justificar que se prive as pessoas de eletricidade e água.
 
Devemos elevar nossas vozes coletivas e usar nosso poder coletivo para pôr fim a todas as formas de racismo, inclusive o genocídio em curso do povo palestino. Exigimos que se ponha fim de imediato ao cerco e bloqueio de Gaza. Fazemos um chamamento ao pleno boicote econômico, cultural e acadêmico de Israel. O ‘Nunca Mais’ deve significar Nunca mais para ninguém!”.
 
Clique aqui e confira a lista de sobreviventes que assinam a carta.
 
 

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