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Lei da anistia: a verdadeira instauração da verdade, da memória e da justiça

A alteração na Lei da Anistia, proposta do Projeto de Lei 573/2011, foi assunto de audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, realizada na quinta-feira, 9, na Câmara dos Deputados. O projeto exclui do rol de crimes anistiados após a ditadura militar (1964-1985) aqueles cometidos por agentes públicos, militares ou civis, contra pessoas que, efetiva ou supostamente, praticaram crimes políticos.

De acordo o líder do PSOL, deputado Ivan Valente, exilado político e torturado por organizar partido político, o que se busca com o projeto é verdade sobre uma época da história do Brasil. Segundo ele, somente revendo a lei se poderá resgatar a memória, fazer justiça e vira a página daqueles anos de ditadura.
 
“A tortura tem que ser um crime imprescritível e inafiançável. Se tornou crime em 13 de dezembro de 1998, exatamente 30 anos depois da instituição do AI 5. Mas os agentes públicos que prenderam, torturaram e mataram não foram punidos”, afirmou. “Não dá pra continuar com a impunidade, não é por revanche, é questão de justiça. Temos que virar a página da história para o país parar de sangrar”.
 
Para o deputado Chico Alencar, o crime de tortura ultrapassa qualquer tempo e por ser, a tortura, hedionda deve ser banida da sociedade. Em sua opinião, deve ser punido mesmo tendo sido praticado há décadas, para que não seja reiterado. “A sociedade quer o direito à memória. Saber quem torturou, quando, como, a mando de quem e onde forma jogados os corpos dos desaparecidos”.
 
Leia na página da Liderança do PSOL mais detalhes do debate sobre a Lei da Anistia.

 
 

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