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Marcha fúnebre organizada pelo SEPE-RJ reúne cerca de 300 pessoas no Leblon

O  Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) realizou mais uma manifestação como parte do calendário de atividades da greve na rede estadual que completou na segunda-feira, 50 dias.

A marcha fúnebre representou o enterro do Plano de Metas do Governador Sérgio Cabral que visa transformar de vez a educação pública em mercadoria e atribuir aos profissionais da educação toda a culpa pelos baixos índices do IDEB.

A manifestação teve início às 9 horas na Avenida Delfim Moreira, no Leblon, Zona Sul do Rio, onde centenas de contracheques foram inicialmente colocados na orla, objetivando provar que o governo mente quando diz que concedeu reajuste este ano- lógica apresentada pelos Secretários Sérgio Ruy- Planejamento e Wilson Risolia- Educação na audiência conquistada no dia da ocupação do 5º andar da SEEDUC.

Conseguimos aumentar o número de assinaturas no abaixo-assinado que explica os motivos da nossa greve e exige que o governo conceda o reajuste emergencial de 26% para o conjunto da nossa categoria, o descongelamento do Plano de carreira dos funcionários Administrativos e incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola.

As falas denunciaram os desvios de verbas desse governo ressaltando que somente entre os anos de 2007 e 2010 o governo deixou de arrecadar 50 bilhões das “empresas” tipo motéis, boates, termas e cabeleireiros. Foi informado à população que em 2011 o governo estadual já arrecadou 15 bilhões e tem condições de atender a reivindicação de 26% emergencial de uma categoria em luta, considerando que entramos no 3º ano com reajuste zero.

Foi denunciada também a lógica meritocrática que quebra o Plano de Carreira quando o governo introduz bônus e ou gratificações como o cartão cultura que exclui e discrimina aposentados/as. Não queremos que o governo determine quanto vamos investir ou não em atividades culturais, muito menos que diga para o conjunto da sociedade que aposentados/as não tem direito a meios culturais.

Lutamos 10 anos pela incorporação integral do Nova Escola- incorporado em 2009, mas com parcelamento até 2015, programa criado pelo Governo Garotinho (decreto de 12/01/00), inaugurando o critério da produtividade (marca do ideário neoliberal do mercado e da competitividade), na educação pública estadual. Tal polítcia excluiu os/as aposentados/as, promoveu a terceirização, consolidou a distorção salarial entre os professores/asa e atribuiu aos profissionais da educação toda a responsabilidade pelo fracasso da educação. Dizia o então Secretário de Educação que o Nova Escola “mostrará o retrato da escola e como anda o trabalho dos profissionais que nela atuam”. Esta avaliação fará com que as escolas públicas, ao final do processo sejam classificadas em cinco níveis, que se refletirão na remuneração de seus profissionais. As gratificações virão de acordo com o nível alcançado pela escola, entre R$ 100 e R$ 500, dos níveis I a V.
Não aceitamos política de abonos ou gratificações, uma vez que a lógica é excludente e tal lógica quebra nosso Plano de Carreira, introduz a concepção mercadológica na educação e culpabiliza os profissionais da educação.

Nossa luta inclui o descongelamento do Plano de Carreiras dos funcionários Administrativos que ganham menos que o salário mínimo regional, fato comprovado com as cópias dos contracheques divulgados em nosso ato.

A falta crônica de professores/as e funcionários/as atravessa governos descompromissados com a educação pública de nosso estado.

As condições de trabalho em nossas escolas são péssimas, assim como o número de alunos/as por turma não condiz com as condições pedagógicas mínimas para o pleno atendimento aos objetivos traçados pelos profissionais de educação por ocasião da elaboração do Projeto Político Pedagógico.

A Marcha saiu por volta das 10h30min e caminhou até o posto 12.


Os contracheques foram enterrados na areia ao som do surdo que marcou toda a caminhada pela orla. Instalado o cemitério do governo do estado, os/as profissionais da educação formaram o SOS Educação nas areias do Leblon.

Várias pessoas aplaudiram nossa manifestação e a campanha Procura-se o Governador- Queremos Negociar começa a funcionar. Fomos informados que ele está na Av Delfim Moreira esquina com rua Guilhermina- perto do posto 12.

Se você viu o governador e sabe onde ele está, ligue para o SEPE. Queremos negociar com quem tem o poder de assinar o reajuste de 26% para todos/as os/as profissionais da educação pública do Estado do rio de Janeiro.

*Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ

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