O PSOL está com uma campanha nas redes sociais de coleta de assinaturas contra o decreto do governo de Jair Bolsonaro que flexibiliza o porte e a posse de armas no país. Como divulgado nesta segunda-feira (20), a medida que pode colocar mais de 250 mil armas a mais no Brasil também possibilitará a compra de fuzis, como o T4, fabricado no Brasil pela empresa Taurus, por pessoas civis. O PSOL já apresentou uma ação de inconstitucionalidade no STF e um projeto de decreto legislativo para sustar o decreto.
Apesar das negativas do governo, a Taurus já afirmou que há uma lista de espera de duas mil pessoas para adquirir o fuzil T4, utilizado em operações policiais e militares, e só espera a regulamentação do decreto para iniciar as vendas. Antes da assinatura do decreto, os brasileiros podiam comprar armas com energia cinética de até 407 joules, medida utilizada para avaliar a potência do armamento. Com a nova medida, o limite sobe para 1.620 joules, quatro vezes acima do permitido atualmente e que inclui pistolas de calibre ponto 40 (utilizadas apenas por policiais), pistolas nove milímetros (de uso atualmente de policiais federais) e de calibre 45 (essas utilizadas hoje apenas por militares do Exército).
Segundo pesquisa recente do instituto Datafolha, 64% da população brasileira consideram que a posse de armas deve ser proibida e que isso não aumenta a sensação de segurança. Mas mesmo assim, Jair Bolsonaro passa por cima da prerrogativa do Congresso Nacional de legislar sobre material bélico e facilitou o porte de armas para inúmeras categorias profissionais, de conselheiros tutelares a motoristas, incluindo donos de propriedades rurais.
Se você é contra essa tentativa de ampliar ainda mais o número de armas no país, assine a plataforma do PSOL, clicando aqui.

