O PSOL protocolou um novo pedido de cassação do deputado estadual Lucas Bove (PL) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A iniciativa da Bancada Feminista foi apresentada um dia após o Ministério Público de São Paulo denunciar o parlamentar e solicitar sua prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas em favor da ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas.
Na representação, a codeputada Paula Nunes afirmou que o caso “atinge o cerne da credibilidade e da autoridade moral do Legislativo paulista” e defendeu a perda imediata do mandato. “Diante do pedido de prisão preventiva, não podemos admitir um parlamentar na Casa que pratica violência contra a mulher. A cassação é uma resposta necessária para reafirmar que a Alesp não é conivente”, declarou.
Segundo o Ministério Público, Bove violou de forma reiterada as medidas judiciais que o impediam de se aproximar da ex-companheira, desprezando as restrições impostas. Ele foi denunciado por perseguição, violência física, psicológica e ameaça.
O Conselho de Ética da Alesp arquivou em agosto um pedido anterior de cassação contra Bove, também apresentado pelo PSOL, mesmo após denúncias de agressões físicas, verbais e psicológicas relatadas pela ex-esposa. A Bancada Feminista foi a única que votou pela admissibilidade do processo.

