A bancada do PSOL protocolou nesta quarta-feira (27) uma representação ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e ao corregedor da Casa, Paulo Bengston, contra os deputados bolsonaristas citados no relatório final aprovado pela CPI da Covid do Senado Federal que sugere o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas.
Bia Kicis, Carla Zambelli, Carlos Jordy, Eduardo Bolsonaro, Osmar Terra, Ricardo Barros e Onyx Lorenzoni são os alvos da ação que denuncia a quebra do decoro parlamentar.
Os deputados governistas acumulam uma série de graves denúncias que constituem crimes comuns, atos de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e crimes contra a humanidade.
Todos os apontados na representação estiveram na linha de frente da estratégia do governo federal e foram responsáveis diretos pelo completo fracasso do Brasil no combate à pandemia e pelas mais de 600 mil mortes pela Covid-19 no pais.
“Os deputados indiciados pela CPI são cúmplices de Jair Bolsonaro no negacionismo, no obscurantismo e na divulgação de tratamentos ineficazes contra a Covid. E isso causou a morte de mais de 600 mil brasileiros”, afirma a deputada Talíria Petrone, líder da bancada do PSOL na Câmara.
“A Câmara não pode ignorar esses fatos graves e tem que investigar parlamentares que prejudicaram a economia e colocaram em risco a saúde pública e coletiva”, continua.
O PSOL solicita que a representação seja enviada à Corregedoria Parlamentar, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ou à Mesa Diretora da Casa para viabilizar a apuração dos atos praticados pelos deputados bolsonaristas.
O relatório da CPI atribui o crime de incitação ao crime para Bia Kicis, Carla Zambelli, Carlos Jordy e Eduardo Bolsonaro. O líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros, é acusado de incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa.
Onyx Lorenzoni, deputado licenciado e atualmente ministro no governo Bolsonaro, tem atribuído a si as práticas de incitação ao crime e de crimes contra a humanidade.
Já Osmar Terra foi apontado como um dos integrantes do gabinete paralelo que definia a estratégia do governo brasileiro perante a pandemia. A CPI sugeriu seu indiciamento sob a acusação de epidemia com resultado morte e incitação ao crime.

