A bancada do PSOL na Câmara pediu na última quinta-feira (1), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a deputada Carla Zambelli e o pastor Silas Malafaia sejam incluídos entre os investigados do inquérito das milícias digitais.
Em vídeo nas suas redes sociais, Carla Zambelli incita generais das Forças Armadas a não reconhecerem o governo do presidente eleito Lula.
“Dia 1º de janeiro, senhores generais quatro estrelas, vão querer prestar continência a um bandido ou à nação brasileira? Não é hora de responder com carta se dizendo apartidário. É hora de se posicionar. De que lado da história vocês vão ficar?”, disse Zambelli, abertamente pedindo um golpe militar.
Já Silas Malafaia cobrou em vídeo que Bolsonaro usasse as Forças Armadas “contra Alexandre de Moraes”.
“Senhor presidente Jair Messias Bolsonaro, o senhor é o presidente em exercício, o senhor tem poder de convocar as Forças Armadas para colocar ordem na bagunça que esse ditador fez”, disse, em referência a Moraes. “Presidente Bolsonaro, como o senhor vai passar para a história? Omisso? Covarde? Ou como alguém que usa o seu poder legal”, completou.
A bancada do PSOL aponta as nítidas intenções de ruptura democrática de figuras influentes do bolsonarismo.
“Existe um modus operandi articulado pela extrema-direita – e pelo Presidente da República – no Brasil: atacar as instituições, incitar a violência e manter um clima constante de guerra: tudo isso para manter seus seguidores radicalizados e engajados”, afirmam.
Carla Zambelli e Malafaia podem ser enquadrados no artigo 359 do Código Penal, que dispõe sobre crimes contra a instituições democráticas, por “tentar abolir o Estado Democrático de Direito” (pena de até oito anos de reclusão) e “tentar depor o governo legitimamente constituído” (até 12 anos de prisão).
A bancada do PSOL também pede a quebra dos sigilos telefônico e de mensagem da deputada e do pastor para averiguar se eles tiveram participação em atos antidemocráticos contra o reconhecimento da vitória de Lula nas urnas.

