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Uh, Ah! Chávez não se vá!

Essa era a principal palavra de ordem gritada pelo povo Venezuelano, quando a elite local, num atentado a democracia, tentou, de forma sórdida e covarde, tirar o Comandante Hugo Chavez da presidencia daquele país em abril  de 2002. A partir daí os olhos de tod@s se voltaram para aquela pequena república, antes insignificante aos olhos da maioria do mundo globalizado. Naquele episódio, quando a Direita Golpista, apoiada por Washigton, já comemorava a deposição do presidente, o povo se mobilizava nas partes mais pobres da cidade, nas favelas, nos chamados Círculos Bolivarianos, nos movimentos sociais e em vários segmentos da sociedade. Substimadas e subjulgadas por quem sempre governou para os ricos, para a minoria e jamais entenderia o significado da democracia e da organização popular, o povo foi a rua, exigir a volta do Comandante ao posto que lhe foi delegado pela livre vontade popular. A mobilização e a tensão foi tamanha, que os golpista foram obrigados a devolver o poder popular para quem de fato tinha a legitimidade para comandá-lo.
 
No ano de 2005, por ocasião do Fórum Social Mundial, estive em Caracas. Conheci um povo alegre e orgulhoso de suas conquistas e que pela primeira vez falava com propriedade sobre seus direitos e sobre a apropriação de sua principal riqueza, o petróleo. No táxi, o taxista me dizia: “Sabe quanto custa para eu encher o tanque do meu carro?”, e me mostrava algumas moedinhas, completando: “O Comandante Chavez nos devolveu nossa principal riqueza, agora o Petróleo venezuelano é de fato do povo venezuelano!”. O largo sorriso no rosto e o brilho no olhar daquele trabalhador era contagiava e alimentava minhas perspectivas de militante.
 
Não contente, fui conhecer as chamadas missões, que funcionavam no coração das favelas da grande Caracas. Fomos convidados a entrar na casa de uma senhora muito humilde que nos disse: “Antes, nem sabíamos o que era saúde pública, nem íamos a hospitais porque tínhamos que pagar, hoje os médicos vem a nossa casa!”.
 
Não quero com esses relatos, dizer que o governo Chavez foi uma maravilha, era evidente que não era uma unanimidade, principalmente na parte central de Caracas, onde se concentrava a maior parte da elite local, é evidente que naquela época, os problemas sociais e a inflação ainda eram um problema gravíssimo na Venezuela, mas quero ressaltar e exaltar, que a principal marca do Governo do Comandante Chavez foi a opção política feita por ele, governar para os mais pobres, construir a revolução bolivariana e principalmente, reivindicar o socialismo como programa de governo.
 
Chavez era chamado de populista, ditador e muitas vezes de palhaço pela imprensa venezuelana e mundial. Como pode um ditador em pouco mais de 14  anos de governo ter promovido 14 processos consultivos, entre eleições, referendos e plebiscitos, aliás, Chavez mudou a constituição, não para se perpetuar eternamente no poder, como  parte da grande mídia anuncia, mas para instituir mecanismos democráticos e de controle social como por exemplo o plebiscito de  REVOGAÇÃO DE MANDATO. Que outra “democracia” tem esse mecanismo garantido em sua constituição? Chavez não só mudou a constituição para garantir direitos ao povo mais pobre, como colocou a constituição em seus bolsos e os ensinou que aquele pequeno livro era a base de sustentação de uma democracia. Hoje, qualquer venezuelano carrega consigo uma pequena cópia da constituição em seus bolsos, um pequeno livreto, com uma grande um grande significado político, mas principalmente de conquista.
 
Esse é um relato, um tanto empolgado, de um militante de esquerda que sonha um dia em viver em uma sociedade em que seu valor não seja definido por quanto você pode pagar, que cada ser humano tenha um prato de comida em sua mesa, que tenha acesso a saúde, educação e que tenha moradia digna, que as mulheres, homossexuais, negros sejam tratados como iguais porque são iguais. Não cometerei o erro de dizer que ví isso na Venezuela, mas quero afirmar que esta concepção de mundo estava presente nos corações e na mente de uma grande parte daquele povo e que os avanços proporcionados pela revolução bolivariana liderada pelo, para sempre comandante, Hugo Chavez será um legado a ser defendido e construído pelo povo venezuelano e um exemplo a ser seguido pela esquerda da América Latina e do mundo!
 
Por isso, não só a Venezuela perde um grande presidente, mas  a esquerda e os lutadores de todo o mundo perdem um grande militante, ativista e líder!
E por fim, para não deixar dúvidas, sou Chavista sim, não só agora na morte do Comandante, mas principalmente em vida e por isso, sigo acreditando que aquele grito de ordem, continua mais vivo do que nunca, não só no coração do povo venezuelano, mas no coração daqueles que, acreditam que outro mundo é possível!
Uh, Ah! Chavez não se vá!                                                                                     

 
 

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