Convocada pelo PSOL e o NPA no dia 31 de janeiro se realizou em Belém
do Pará, durante o FSM, uma reunião de partidos socialistas e
anticapitalistas.
Para além dos representantes destas duas forças se fizeram presentes organizações de 20 países. MST e “Otro Camino” de Argentina, militantes do PSUV e de Marea Socialista-PSUV de Venezuela, Refundación Socialista de Ecuador, PST do Uruguay, GRS de Antillas, ISO dos EEUU, LPP de Paquistão, Power Working Class de Corea, Revolutionary Workers Party de Mindanao Filipinas, Red Green Aliance de Dinamarca, Red Party de Noruega, Bloco de Esquerda de Portugal, Syriza e Synaspismos de Grécia, LCR de Bélgica, Izquierda Alternativa de Cataluña, Les Alternatifs de França, RSB de Alemanha, Alternativa Socialista da Áustria.
O PSOL e o NPA propuseram uma discussão sobre a necessidade de iniciar um intercâmbio de experiência e realizar ações comuns de luta dos partidos anticapitalistas e socialistas, particularmente no marco das resoluções e tarefas definidas pela reunião de movimentos sociais do FSM. Proposta que se afirma e sustenta na idéia comum de enfrentar a nova situação mundial marcada pela crise mais grave que acontece desde 1929, na qual a penúria deste desastre econômico se combina com a crise climática e ecológica – onde o sistema capitalista castiga a natureza.
Os participantes estiveram de acordo com a necessidade e a obrigação da esquerda anticapitalista, antiimperialista e socialista de ser parte ativa da luta dos trabalhadores e dos povos contra os ataques que vem sofrendo e com a necessidade de apresentar plataformas de ações unitárias para que sejam os ricos que paguem pela crise. Ao mesmo tempo, mostrar uma saída anticapitalista frente à crise global que está aberta.
Na idéia de que este novo período é possível e necessário marcar nossa solidariedade com os novos movimentos antiimperialistas como os que surgem na América Latina, sendo necessário, também construir partidos e organizações anticapitalistas e socialistas amplas que permitam oferecer uma real alternativa.
Por fim, a importância de praticar um novo internacionalismo, na perspectiva de uma nova internacional em direção ao socialismo.
Fotos: Antonio Jacinto Índio
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