A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) protocolou uma denúncia na presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) contra o deputado Rodrigo Amorim (PL) por mais um caso de violência política de gênero. A violência mais recente do parlamentar bolsonarista foi desqualificar o trabalho da deputada do PSOL ao dizer que ela teria “fetiche” nele. Para a deputada, essa desqualificação fora dos registros formais é mais um exemplo de violência política contra a mulher.
Em março de 2026, Renata Souza denunciou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ataques sistemáticos e documentados desde 2019, configurando um padrão de agressões, humilhações e constrangimentos que se estende por mais de uma legislatura por parte de Amorim.
A escalada da violência política incluiu acusações infundadas de que a parlamentar seria “aliada da criminalidade”. O ministro relator do TSE destacou que, além das expressões depreciativas, gestos de arma de fogo direcionados à Renata Souza em junho de 2022 constituem indícios claros de intenção discriminatória por motivos de gênero e raça.
O Estatuto da Mulher Parlamentar (Lei Estadual nº 8.621/2019) define violência política como ações ou agressões verbais e psicológicas cometidas para restringir ou impedir as funções inerentes ao cargo de uma mulher.

