César Carneiro, candidato pela Chapa 2 APLB pra Lutar, informa que os sindicalizados à APLB-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) estão com grande esperança com a possibilidade de mudança no grupo político que “há décadas se apossaram da entidade e há 15 anos não enfrentam uma eleição com concorrentes, já que a própria direção é quem escolhe as comissões eleitorais e a cada pleito mudam regras para dificultar o trabalho da oposição. Para as eleições do triênio 2011-2014 que acontecerão nos dias 4 e 5 de agosto, por exemplo, foram exigidos 1.050, isso mesmo, um mil e cinqüenta documentos entre cópias e originais para inscrição de uma chapa completa”.
“Numa atitude estranha ao regimento eleitoral foi protelado o prazo de impugnações e homologação de candidaturas só se deu um mês após a inscrição das chapas. Até o momento a Comissão Eleitoral não forneceu às chapas, ao menos à nossa, a relação de sindicalizados aptos a votar e de locais de votação e urnas itinerantes o que prejudica a oposição, uma vez que a direção da entidade e conseqüentemente a chapa por ela composta já dispõe destas informações”, acrescenta César Carneiro.
A pretensão da comissão, segundo o sindicalista, expressa no regimento por ela criado é só entregar essas informações a chapa opositora cinco dias antes da votação. A APLB-Sindicato possui 80 mil sindicalizados distribuídos em todo Estado por 17 regionais e quase 80 delegacias regionais.
César Carneiro questiona, “qual o interesse da comissão em segurar essas informações até cinco dias antes do pleito? Nas escolas e órgãos ligados à Educação a categoria tem expressado claramente o desejo de mudança e apoio a nossa chapa. Precisamos garantir que a categoria conheça com antecedência os locais de votação, tanto para votar como para fiscalizar, garantindo assim que sua vontade seja expressa nas urnas e apuradas sem riscos de fraudes ou manobras. Por isso solicitamos ao Ministério Público do Trabalho que acompanhe as eleições deste ano e se preciso entraremos na Justiça com pedido de liminar suspendendo as eleições caso a comissão insista em deixar para última hora a entrega das informações sobre urnas e eleitores aptos a votar”, conclui César Carneiro.

