Nos dias 11 e 12 de outubro o PSOL/RJ realizou seu III congresso estadual em clima de vibrante debate, com a participação de 211 delegados, eleitos na proporção de 1/10, a partir da mobilização de mais de 2 mil filiados nas diversas plenárias em todo o Estado do Rio de Janeiro.
Para a eleição dos delegados ao congresso nacional do partido, as chapas formadas obtiveram a seguinte votação no plenário:
1- Chapa Poder Popular/MTL/independentes: 113 votos (28 delegados ao congresso nacional)
2- Chapa Enlace/APS: 35 votos (9 delegados)
3- Chapa CSOL/LSR/CST/Reage: 35 votos (9 delegados)
4- Chapa MES: 25 votos (5 delegados)
5- Chapa Independentes do Núcleo Zona Sul/Chico Alencar: 7 votos (2 delegados)
Na eleição para o diretório estadual, o resultado obtido pelas chapas foi este:
1- Chapa Poder Popular/MTL/independentes: 113 votos (7 cargos na executiva estadual)
2- Chapa Enlace/APS/CSOL/CST/Reage: 70 votos (4 cargos na executiva estadual)
3- Chapa MES/independentes do N.Zona Sul/Chico Alencar: 28 votos (2 cargos na executiva estadual)
A deputada estadual Janira Rocha foi indicada pela chapa Poder Popular/MTL/independentes para o cargo de Presidente do PSOL/RJ.
Resolução sobre eleições 2012 no município do Rio de Janeiro:
Em relação ao processo de debates sobre o quadro sucessório da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, apresentamos o que consideramos premissas fundamentais. Nosso entendimento inicial parte da compreensão que a construção de um projeto de cidade, bem como, a construção de um programa para governá-la se dá a partir da definição da oposição ao controle e as políticas exercidas pelo PMDB em nosso Estado e em nossa cidade. Entendemos ainda, que o diálogo a ser construído, deve estar para além do PSOL, buscando prioritariamente uma aliança social com os atingidos e insatisfeitos por estas políticas.
1- Em nossa opinião o primeiro passo a ser dado é o de construir uma proposta de programa com as forças democráticas da sociedade civil que busquem uma alternativa ao modelo imposto na atual gestão, que transforma a prefeitura em um balcão de negócios. Esse deverá ser um processo amplamente participativo Trata-se, nesse sentido, da formatação de um programa movimento que o próprio processo de construção e o seu conteúdo serão critérios de referência na discussão de uma política de alianças com partidos políticos e movimentos integrantes progressistas da sociedade civil organizada.
2- Entendemos, por princípio, que nossa política de alianças sustenta-se em um projeto programático e que, portanto, se limita à candidatura majoritária. Assim a representação proporcional deverá ser preenchida individualmente pelos partidos que componham a aliança majoritária.
3- O PSOL apostará no processo progressivo de movimento e participação na formulação do programa. Trata-se de um PROGRAMA MOVIMENTO que estará aberto para agregar, de forma ampla, os grupos sociais que hoje se movimentam pela retomada dos direitos, por participação real da sociedade civil e por uma gestão mais ética no compromisso com a coisa pública questionando a privatização, e as contra-reformas que atingem as políticas públicas, em especial na saúde e educação. Enfatizamos ainda, a importância do contraponto a lógica do empresariamento da cidade, com a entrega do espaço público que se impõe a partir dos megaeventos.
Sob estas orientações, o PSOL reafirma sua vocação transformadora e autoriza a busca de uma aliança tática eleitoral com o Partido Verde – PV, PSTU e PCB para a eleição municipal de 2012 no Rio de Janeiro.

