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850 escolas ocupadas no Paraná contra Richa e Temer

Por Clarissa Viana, Larissa Rahmeier e Luiza Beghetto*

Já são mais de 850 escolas e 14 Universidades ocupadas no estado do Paraná, que recentemente foi palco de um dos maiores enfrentamentos já feitos contra um governador no campo da educação. O dia 29 de abril de 2015, data na qual ocorreu o enfrentamento da Polícia Militar contra os mais de 20 mil manifestantes em frente à ALEP, virou símbolo da luta dos educadores, estudantes e funcionários contra o chamado Pacotaço, proposta do governador Beto Richa de ajuste fiscal que trazia impacto direto nas previdência e remuneração dos servidores estaduais.

Agora, os estudantes secundaristas mostram que também não se calarão diante da precarização do ensino. Desde o dia 3 de outubro, quando a Escola Estadual Pe. Arnaldo Jansen, localizada na região metropolitana de Curitiba, foi a primeira a ser ocupada, o movimento de ocupação de escolas não para de crescer. Contando com grande protagonismo das mulheres, LGBTs, negrxs e estudantes da periferia, os secundaristas prezam pela horizontalidade e democracia dentro de seus espaços, inclusive no que diz respeito à divisão de tarefas. Meninos e meninas cuidam da limpeza dos banheiros, cozinha e segurança a partir de uma divisão paritária, e casos de machismo e violência nas ocupações são repudiados e tratados coletivamente. Em todas as escolas são realizados aulões sobre as matérias tratadas em sala e oficinas sobre os mais diversos temas: feminismo, política, segurança pública, reformas no ensino, mundo do trabalho.

O movimento traz como pautas o rechaço à PEC 241, que visa congelar os gastos públicos em saúde e educação para os próximos 20 anos e barrar o aumento real do salário mínimo, bem como a rejeição à MP 746 no estado, a qual traz uma série de mudanças na grade disciplinar do ensino médio. O movimento estudantil universitário, aliados às demais categorias, também ocupa as Universidades contra o corte de verbas e a PEC 241. Os desafios agora perpassam pela nacionalização do movimento e conquista de vitórias concretas.

O PSOL nessas eleições municipais elegeu inúmeras vereadores feministas e jovens, mostrando que a política deve ser ocupada por setores sociais distintos dos que historicamente ocupam os espaços institucionais do Estado. Nas ruas não é diferente. Os movimentos de juventude, que desde 2013 têm tido significativo crescimento e importância na conjuntura, junto da primavera feminista de 2015 e dos atos pelo Fora Cunha, refletiram no perfil dos lutadores e lutadoras que agora colocam o estado do Paraná como ponta de lança das mobilizações secundaristas no cenário nacional.

O PSOL se solidariza com o movimento de escolas ocupadas, rejeitando qualquer corte de verbas e precarização do ensino. Políticas de austeridade não resolveram as crises econômicas em nenhum país em que foram aplicadas e oneram aqueles que mais sofrem com seus efeitos. Cortes não são a solução, os trabalhadores e estudantes não devem pagar a conta da crise: é imprescindível que seja feita uma auditoria da dívida pública, tributação progressiva para os mais ricos e taxação das grandes fortunas. Todo apoio ao levante secundarista, fora a MP 746 e a PEC 241!

*Clarissa Maçaneiro Viana é secretária geral do PSOL Paraná.
Larissa Rahmeier é secretaria de juventude do PSOL Paraná.
Luiza Beghetto é presidenta municipal do PSOL Curitiba.

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