Candidatas ao Senado pelo PSOL, como Manuela d’Ávila (RS), Áurea Carolina (MG), Mônica Benício (RJ), Gizelle Freitas (PA), Anandreia Trovó (RO) e Sônia Godeiro (RN), integram a articulação Vivas e Livres contra o Feminicídio no Brasil, que reúne 14 candidaturas de diferentes partidos e estados em torno de propostas para enfrentar a violência contra as mulheres.
Também fazem parte da iniciativa Marina Silva (REDE-SP), Luizianne Lins (REDE-CE), Benedita da Silva (PT-RJ), Marília Campos (PT-MG), Érika Kokay (PT-DF), Eliziane Gama (PT-MA), Marília Arraes (PDT-PE) e Isaura Lemos (PSB-GO). Juntas, as candidatas defendem uma bancada feminina articulada no Senado para ampliar políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres.
Entre as propostas estão a ampliação dos investimentos na rede de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, a implementação da Lei Maria da Penha nas escolas, o fortalecimento da fiscalização das medidas protetivas e a responsabilização das plataformas digitais pela violência contra mulheres na internet.
A educação aparece como uma das principais frentes de prevenção. As candidatas defendem que o enfrentamento à violência comece ainda na formação de crianças e adolescentes, com ações voltadas à construção de relações baseadas no respeito e na igualdade.
Uma das idealizadoras da articulação, Áurea Carolina destaca que o feminicídio é resultado de um ciclo de violências que pode ser interrompido antes que chegue ao assassinato. “O feminicídio nunca começa no momento do crime. Ele é o ponto final de uma sequência de violências físicas ou psicológicas, que muitas vezes já eram conhecidas pela família, pelos vizinhos ou pelo próprio Estado.”
A mobilização também chama atenção para a baixa presença de mulheres no Senado, onde elas ocupam menos de 20% das cadeiras. Para as candidatas, ampliar a representação feminina no Parlamento é parte da luta por políticas públicas capazes de enfrentar a violência de gênero.
Como parte da campanha, o movimento lançou ainda um abaixo-assinado para reunir apoio às propostas e ampliar a mobilização contra o feminicídio e a violência contra as mulheres.

