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Após ocupações, moradias serão construídas em SP

Os prédios das avenidas Prestes Maia e Nove de Julho, no centro da cidade de São Paulo, foram desocupados após a confirmação de uma parceria entre os governos federal e estadual, que prevê a reforma dos apartamentos destinados à parte das famílias cadastradas. Em contrapartida, a prefeitura estenderá por mais seis meses o benefício da bolsa-aluguel e ampliará para R$ 100 mil o valor do crédito para a compra de imóveis.

De acordo com o integrante da Frente de Luta por Moradia, Osmar Silva Borges, o anúncio dessas conquistas junto aos governos municipal, estadual e federal é uma resposta ao editorial do jornal O Estado de S. Paulo, que classificou as ocupações e o acampamento feito na sede da prefeitura como uma manobra eleitoreira.

“Se tivesse que fazer essa ligação eleitoreira, nós teríamos montado o acampamento no Palácio dos Bandeirantes ou na porta do Planalto. Escolhemos um lugar neutro, onde não está em disputa nem o governo do estado nem o governo federal.”

Ainda segundo Borges, a luta por moradia não é crime e sim um direito assegurado pela legislação do país.

“Não expressa a realidade. A luta dos movimento sociais é legal, uma luta por direitos. Não estamos cometendo nenhum crime. O direito à moradia é garantido pela constituição e pelos tratados internacionais. Estamos apenas denunciando que muitos imóveis vazios não cumprem uma função social.”

Participaram da reunião na qual foram aceitas as reivindicações do movimento a Secretaria Municipal de Habitação de são Paulo, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) e o Ministério das Cidades.

Fonte: Jorge Américo- Radioagência NP

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