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Ato promovido por trabalhadores do metrô de São Paulo denuncia má qualidade do transporte público

Do site do PSOL Nacional, Leonor Costa

MPL e militantes do PSOL engrossam manifestação, que também pediu o “Fora Alckmin” e questionou esquema envolvendo governos do PSDB e grandes empresas em obras do metrô da capital paulista
 
Quase dois meses após a chamada “jornada de junho”, quando em várias capitais do país milhares de pessoas se manifestaram por uma pauta extensa de reivindicações, incluindo o transporte público de qualidade, trabalhadores do metrô de São Paulo foram às ruas da capital paulista na tarde desta quarta-feira (14) para denunciar a má qualidade do sistema de transporte público e o sistema de cartel, envolvendo governos do PSDB e grandes empresas, conforme vem divulgando jornais da grande imprensa. A manifestação, organizada pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo e cuja concentração foi por volta das 15h30, no Vale do Anhangabaú, contou com o apoio do Movimento Passe Livre (MPL) e de militantes de várias organizações de esquerda. A militância do PSOL engrossou a manifestação, que também gritou palavras de ordem que pedia o “Fora Alckmim”, fazendo uma referência ao governador do estado de São Paulo, do PSDB.
 
Segundo Nina Cappello, do MPL, a manifestação é contra uma crise estrutural na política conduzida pelo governo estadual. “Seguimos defendendo tarifa zero e controle da população sobre política de transporte”, afirmou Nina.
 
Os mais de 5 mil manifestantes traziam em suas faixas e cartazes temas que dialogam com a situação do transporte público do Estado, as denúncias contra os sucessivos governos do PSDB, o alto preço da tarifa de metrô e ônibus e o monopólio da mídia. Em caminhada, eles saíram do Vale do Anhangabaú, passaram pela Prefeitura Municipal, pela Praça da Sé e chegaram até a Secretaria Estadual de Transporte Público, onde promoveram um ato político.
 
De acordo com o membro do Diretório Estadual do PSOL Marcelo Aguirre, que esteve no ato, uma comissão, representando o movimento, entrou na Secretaria de Transporte para entregar a pauta de reivindicações ao governo, que pedia o fim das terceirizações e das privatizações no transporte metroferroviário, redução da tarifa, investigação das denúncias de corrupção e punição dos responsáveis.
 
Na avaliação do militante do PSOL, as manifestações em São Paulo devem continuar, conforme a disposição dos organizadores do ato. “As denúncias persistem, o sistema de transporte continua ruim e o preço da passagem continua alto. Então, os protestos devem continuar denunciando essa realidade”, ressalta Aguirre.


Repressão
Ao final da manifestação, a Polícia Militar entrou em ação para agredir as pessoas com bombas, cassetetes e tiros de balas de borracha. Na frente da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o cenário foi de repressão policial, que mais uma vez, agiu com extrema agressividade.
 
De acordo com matéria publicada no site do jornal Brasil de Fato, na Câmara Municipal, enquanto 16 manifestantes se reuniam com o presidente da Casa, José Américo (PT), do lado de fora, a Tropa de Choque da PM cercou os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Conforme fugiam da repressão, as pessoas faziam barricadas com lixo em chamas nas ruas para atrasar o avanço das viaturas.
 
“Após a repressão policial, o ato se encerrou. Algumas pessoas foram presas, outras feridas e muitas passaram mal, depois de respirarem o gás das bombas atiradas pela polícia em mais uma noite marcada pela violência contra os movimentos populares”, afirma o texto do Brasil de Fato.

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