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Augusto Aras age como Engavetador-Geral e nega ação do PSOL contra Witzel

Na última sexta-feira (31), o Procurador-Geral da República Augusto Aras encaminhou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) que recusa ação movida pelo PSOL contra o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC), sobre declarações do governante sobre segurança pública.

A ação cita declaração dada por Witzel em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” em novembro de 2018 em que ele disse que “o correto é matar o bandido que está de fuzil. A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro”, afirmou logo após ser eleito.

Para Augusto Aras, a ação não é um instrumento adequado porque “não é possível que haja cerceamento prévio e genérico da palavra do governador”, disse o procurador. “As declarações de Wilson Witzel como candidato podem ter gerado divergências e críticas sociais, que são inerentes à democracia”, escreveu Aras, que mais uma vez age com Engavetador-Geral da República, relembrando apelido comum dado a ocupantes de sua função durante o antigo governo de Fernando Henrique Cardoso, no final dos anos 90.

Na ação, o PSOL pede o básico: que o Rio de Janeiro “se abstenha de adotar a política pública de segurança que estimule o abatimento e/ou neutralização de pessoas”. Relembre a ação do PSOL.

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