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Bancada do PSOL na Câmara apresenta um balanço do semestre no Legislativo

“Um semestre de retrocesso”. Esta foi a avaliação feita por parlamentares sobre o andamento do Legislativo nesses primeiros seis meses de 2015, em entrevista coletiva concedida à imprensa nesta quinta-feira (16). A bancada do PSOL – Chico Alencar, Edmilson Rodrigues, Ivan Valente e Jean Wyllys –, acompanhada de deputados do PSB, PCdoB, PT e PPS. considerou que predominou na Câmara uma agenda autoritária e conservadora, administrada pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que provocou uma grave redução da democracia no Parlamento.
 
Para o líder do PSOL na Câmara, Cunha sustenta-se sobre uma base de deputados e líderes que corroboram seus métodos e posições políticas. Mas para ele, “cresce, porém, a resistência dentro e fora do Parlamento”.
 
O documento apresentado hoje aponta uma série de votações e iniciativas que dão o caráter cada vez mais conservador na Câmara dos Deputados. Os parlamentares citam, como exemplo, o “engavetamento” da CPI dos Planos de Saúde, proposta pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP); a votação célere de propostas como a da Terceirização e a minirreforma eleitoral; a aprovação das MPs 664 e 665; e as manobras orquestradas por Eduardo Cunha para conseguir aprovar o financiamento empresarial para partidos políticos e também a redução da maioridade penal em primeiro turno.
 
O texto também considera a forma autoritária com que Eduardo Cunha vem administrando a Câmara, impedindo o acesso da população às dependências da Casa para acompanhar, de forma legítima, a apreciação das matérias. “Na gestão dos espaços públicos da Câmara, lidamos com o fechamento das galerias em votações polêmicas, com a intenção de se instalar catracas no acesso ao plenário e com a autorização do uso sistemático da força contra manifestantes ou visitantes, como no episódio em que a Polícia Legislativa usou gás de pimenta no plenário da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania”, reforçam.
 
Os deputados encerram o balanço, ressaltando: “continuaremos fiéis aos propósitos dos que nos colocaram como representantes de cidadãos que lutam por um Parlamento democrático e transparente, e por um país mais justo e igualitário”.
 
Leia aqui o documento “Um semestre de retrocessos”.

Assista também às entrevista coletiva:
Parte 1: http://youtu.be/PY9sfVBar1U
Parte 2: http://youtu.be/PMRvWQdhNdw

 
 

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