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PSOL pede cassação de Mario Frias por suspeita de rachadinha

O PSOL protocolou nesta segunda-feira (25) uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados solicitando a cassação do mandato do deputado federal Mário Frias (PL-SP) por suspeita da prática de rachadinha, que é quando funcionários devolvem parte do salário, em seu gabinete.

A ação é baseada nas denúncias feitas pela ex-assessora Gardênia Moraes, que disse ter sido obrigada a devolver parte do salário recebido enquanto trabalhava no gabinete de Frias. Segundo os relatos e documentos, Gardênia repassava parte de seu salário para pessoas ligadas a Frias e ao então chefe de gabinete por meio de Pix, transferências, e até pagamento de fatura de cartão.

A representação destaca ainda os cinco empréstimos feitos pela ex-assessora, que totalizaram R$ 174.886. Segundo Gardênia, apenas um dos empréstimos, de R$ 35 mil, foi para uso pessoal e os demais teriam sido contratados a pedido do deputado e do ex-chefe de gabinete “para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2022”.

“Comprovado o seu papel como mentor dessas práticas, sua permanência no cargo torna-se uma afronta total à gestão pública, exigindo a sua cassação”, disse o líder da bancada do PSOL, Tarcísio Motta.

“A Câmara não pode fechar os olhos para denúncias dessa gravidade”, complementou o também deputado do PSOL Chico Alencar, que também acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o caso seja investigado.

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