A Bancada Feminista do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo protocolou um projeto de lei que proíbe que feminicidas sejam homenageados com nomes de ruas na cidade. A proposta busca romper com a cultura da misoginia e corrigir distorções históricas na nomeação de logradouros públicos.
A iniciativa altera uma lei de 2007 que já estabelece restrições para nomeações e inclui pessoas condenadas por feminicídio na lista de impedimentos. O projeto foi elaborado em parceria com a ONG Minha Sampa e tem como objetivo garantir que a cidade não reverencie figuras que violentaram mulheres.
A Bancada também apresentou propostas para alterar nomes de ruas que homenageiam feminicidas, como a Peixoto Gomide, que pode passar a se chamar Sophia Gomide, em memória da jovem assassinada pelo pai, Peixoto, em 1906. Outro exemplo é a rua Moacir Piza, que pode ser renomeada para Nenê Romano, ex-companheira assassinada por ele em 1923.

