As bancadas do PSOL, PT e PSB ingressaram na última quinta-feira (7) com um pedido de suspensão sumária por seis meses dos mandatos de parlamentares do PL que paralisaram, entre terça e quarta-feira da semana passada, os trabalhos do parlamento e tomaram de assalto a Mesa Diretora da Casa em um motim organizado.
O PSOL assina junto com os outros dois partidos as ações contra Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
PT e PSB também apresentaram ação contra Julia Zanatta (PL-SC), que usou seu filho de 4 meses como “escudo humano” para impedir que os bolsonaristas fossem retirados da Mesa Diretora da Câmara. O PSOL não assinou a representação contra Zanatta por ter decidido denunciar, primeiramente, quem estava impedindo a chegada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta à sua cadeira.
No caso de Bilynskyj, ele é acusado de ocupar a Mesa da Comissão de Direitos Humanos e de agredir o jornalista Guga Noblat. Zé Trovão, por sua vez, teria impedido fisicamente a subida de Motta. Em relação a Van Hattem, os partidos citam o episódio em que ele impediu Motta de se sentar, o que “caracteriza grave desrespeito à figura do deputado, à autoridade do presidente e usurpação de função pública”, como dizem os partidos signatários das ações.
A representação contra Pollon lembra que ele resistiu a se retirar da cadeira de Motta, o que também caracterizaria usurpação de função pública. “O ato, com uso da força física, representou interferência direta na autoridade da Presidência da Casa e no funcionamento legítimo dos trabalhos parlamentares”, escrevem.
Ao todo, 14 parlamentares bolsonaristas foram denunciados por diversos partidos à Corregedoria da Câmara pelo episódio golpista.
Além dos 5 já citados, também estão com o mandato em risco Nikolas Ferreira (PL-MG), Tenente Coronel Zucco (PL-RS), Allan Garcês (PP-MA), Caroline de Toni (PL-SC), Pastor Marco Feliciano (PL-SP), Domingos Sávio (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

