Depois de Luiza Erundina só ter participado dos debates paulistas após muita pressão, a história se repete em Curitiba. Xênia Mello, candidata do PSOL à prefeitura, foi impedida de participar do debate do último domingo (25) e barrada na porta da emissora pela Polícia Militar. Para o PSOL, além da ausência da candidata ser um ataque à democracia, a emissora agiu de forma autoritária e indevida ao usar a PM para fins particulares.
Segundo a Record, Xênia não foi chamada devido a uma resolução do TSE que só obriga o convite para candidatos cujos partidos tenham mais de nove parlamentares na Câmara dos Deputados. Isso não significa, portanto, que as emissoras estejam proibidas de convidá-los. Há duas semanas, um debate na Jovem Pan foi cancelado após a pressão de eleitores com a hashtag #CadêaXênia. “A Record teve sim a opção de convidar a Xênia. Não convidou porque não quis. Porque é uma mídia comprometida com o golpismo, com o autoritarismo e o elitismo”, afirmou ela em uma publicação no Facebook. Exemplo disso foi a presença de Ademar Pereira (PROS), candidato cujo partido tem sete parlamentares na Câmara.
Xênia ainda assim compareceu ao local do debate, mas foi surpreendida com uma barreira da Polícia Militar que impediu sua entrada no prédio da emissora. “A Record não nos deixou nem entrar portão adentro, como se fôssemos bárbaros, prestes a invadir os estúdios”, afirma. A equipe de Xênia enviará ainda hoje um ofício notificando a Rede Globo sobre o interesse da candidata em participar dos próximos debates.

