fbpx

Capitão do Exército infiltrado em ato contra Temer é promovido a major

O capitão do Exército Willian Pinta Botelho, infiltrado nas manifestações de 2016 contra o golpe, foi promovido a major em dezembro do ano passado. Apesar de sua promoção ter acontecido há cerca de cinco meses, ela somente veio à tona agora, em maio de 2017, a partir de reportagem do El País Brasil – mesmo jornal que revelou a infiltração de Botelho no movimento, em parceria com a Ponte Jornalismo.

Sob o codinome “Balta Nunes”, o agente da Força Nacional levou à prisão cerca de 20 estudantes no dia 4 de setembro, em São Paulo, antes mesmo de a manifestação começar. Além disso, ele participou de encontros e monitorou ostensivamente vários movimentos sociais, esteve em grupos de mensagens, cometeu falsidade ideológica e assediou mulheres.

O “motivo” de sua promoção foi “por merecimento”, como veio descrito no Diário Oficial. O documento foi publicado exatamente um dia depois que o Ministério Público de São Paulo ofereceu uma denúncia contra o grupo de manifestantes presos por ele no dia 4, acusando-os de organização criminosa.

Botelho ser promovido a major representa um afronte à sociedade, uma vez que seu envolvimento com as mobilizações não condiz com os ideais democráticos de liberdade de manifestação, mais de 30 anos após o fim da ditadura militar. O PSOL, que também denunciou o caso à época, repudia a decisão.

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,500SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas