Julgamento de Cunha para o dia 12 de setembro cheira a armação! Dia 12 é uma segunda, quando nem os governos com interesse em matérias conseguem quórum.
Dia 12 estaremos a 19 dias das eleições. Plenário esvaziado será a senha para Rodrigo Maia, “evidenciada a falta de quórum”, nos dispensar até… depois das eleições! Dia 12 é amparo aos “fujões”, por mais que cobremos presença.
Esse cronograma é o da “operação protela o Cunha que ele cala”, que os líderes que o apoiam não assumem, mas defendem. Por que não semana que vem, ou, vá lá, dia 23 ou 24, visto que o impeachment da Dilma no Senado só será apreciado em fase final entre 25 e 28 ou 29, como definiu Renan?
Após essa semana de novo recesso branco para início das campanhas, vamos continuar intensa pressão para a antecipação dessa votação. Não daremos trégua aos que temem que Cunha revele o que sabe, e querem, disfarçadamente, jogar uma ‘boia de salvação’ para o deputado-réu afastado.
A data só foi anunciada na quarta à noite, por nota da presidência, porque, suponho, ainda esperaram a liminar pedida ao STF no Mandado de Segurança de Cunha, que não veio.
Claro que estaremos aqui, em qualquer dia que se definir, e vamos cobrar, desde já, dos líderes, para que se comprometam em trazer suas bancadas.
Rodrigo Maia vai contra as decisões colegiadas e transparentes que prometera. Não diz a verdade sobre o que o levou a definir esse longínquo dia. Cunha segue operando e influente.

