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Com voto contrário do PSOL, Câmara aprova urgência de projeto que ameaça direito dos servidores

Os servidores públicos terão um enorme desafio daqui pra frente na luta para barrar projetos que ameaçam seus direitos. Na noite de terça-feira (12), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 335 votos a 118, o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar 257/16, do Poder Executivo, que renegocia as dívidas dos estados com a União. A bancada do PSOL foi uma das poucas a votar contra a urgência.

Esse pedido foi apreciado na semana passada, mas rejeitado pelos deputados, impondo, naquela ocasião, uma derrota ao governo interino de Michel Temer. No entanto, agora a sua estratégia de aprovar essa matéria o mais breve possível saiu vitoriosa, o que exige do conjunto do funcionalismo público das três esferas muita mobilização para barrar o projeto.

Com a aprovação da urgência, o PLP 257/16 já entra na pauta do plenário da Casa. Mas, é bem provável que sua apreciação aconteça somente em agosto, no retorno do recesso parlamentar, que terá início nesta sexta-feira (14). Ontem (13), as atenções dos deputados estão todas voltadas para a eleição do sucessor de Eduardo Cunha, que pediu renúncia do comando da casa no último dia 6. A expectativa é que hoje já não tenha mais sessão deliberativa na Casa.

Divergências
Embora tenha conseguido aprovar o requerimento de urgência, o governo enfrenta divergência entre os deputados. De acordo com informações da Agência Câmara, não há unanimidade entre os partidos da sua própria base de apoio sobre a urgência da matéria em razão de negociações em andamento de governadores do Nordeste com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre novas medidas que beneficiariam esses estados. No acordo fechado com o governo federal duas semanas atrás, os principais beneficiados com a redução dos valores das prestações foram estados do Sul e Sudeste.

Outros deputados criticam as ameaças contidas no projeto contra os servidores públicos. Isso porque entre as contrapartidas da renegociação da dívida está um ajuste fiscal que pode congelar salários e aumentar a contribuição previdenciária dos servidores estaduais.

Na votação da semana passada, quando a urgência foi derrotada, os deputados que encaminharam voto contrário, entre eles os da bancada do PSOL, avisaram que se não forem retirados os artigos que prejudicam o funcionalismo público, não terá acordo para votar o PLP. Outros também denunciaram uma manobra de Temer, de tentar inserir no projeto itens previstos na PEC 241/2016, que limita gastos públicos em 20 anos pelo índice da inflação do ano anterior.

Confira aqui como foi o voto de cada bancada na votação de ontem da urgência.

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