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Confira a nota do deputado Jean Wyllys em repúdio à violência contra os profissionais de educação do Rio de Janeiro

O deputado federal do PSOL do Rio de Janeiro Jean Wyllys emitiu neste domingo (29) uma nota em que repudia a ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar, ao desalojar os cerca de 180 professores municipais que ocupavam o plenário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Os professores, em greve pelo plano de carreira da categoria, estavam no plenário da Casa legislativa desde a última quinta-feira (26) para pressionar os vereadores a votar uma proposta que contemple as reivindicações dos professores municipais. Eles rejeitam a proposta de Plano de Cargos e Salários enviada pelo prefeito, Eduardo Paes, que não atende, minimamente, à categoria.

Segundo a nota emitida pelo deputado federal, “os profissionais da educação do Rio de Janeiro passaram por momentos que só podem ser classificados como um massacre à educação”. “Agressões gratuitas a professores, que em momento algum reagiam com violência. Professores foram espancados até ficarem ensanguentados, receberam bombas de gás lacrimogênio, gás de pimenta, tiros de borracha e taser”, ressalta a nota de repúdio.

Leia abaixo o inteiro teor do texto, assinado pelo deputado Jean Wyllys.

Às vésperas do Seminário Regional de Reformulação do Ensino Médio, que acontecerá amanhã (hoje), dia 30, das 09h às 12h, na ANOREG, no Rio de Janeiro (seminário este que já estava agendado há tempos como parte das iniciativas da Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio da Câmara dos Deputados para o seminário nacional que ocorrerá em outubro), os e as profissionais da educação do Rio de Janeiro passaram por momentos que só podem ser classificados como um massacre à educação. Foi justamente com essas palavras que me foram relatados alguns episódios da noite de ontem, quando o Batalhão de Choque desalojou, de forma violenta os cerca de 180 professores que, de forma legítima, faziam suas reivindicações no plenário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, desde a ultima quinta-feira.

Soube, através de pessoas que presenciaram e vivenciaram a violência policial, que havia quatro vezes mais policiais que professores e professoras e que a invasão aconteceu por duas entradas da Câmara. Uma delas, teve o cadeado arrombado pelos PMs. O que se viu depois foram cenas de brutalidade, segundo os relatos: Agressões gratuitas a professores, que em momento algum reagiam com violência. Professores foram espancados até ficarem ensanguentados, receberam bombas de gás lacrimogênio, gás de pimenta, tiros de borracha e taser. Segundo informações que me passaram, um professor idoso e cardíaco chegou a ficar desacordado após um tiro de taser e professoras idosas apanharam, foram arrastadas e empurradas! Há relatos de chutes de coturnos em professores caídos no chão e alguns sendo empurrados escadaria abaixo no interior da Câmara! Uma barbárie!

As reivindicações dos professores e das professoras são legítimas e é inadmissível que sejam respondidas com ações tão desumanas e agressivas! Nossos vereadores do PSOL – Renato Cinco, Eliomar Coelho e Paulo Pinheiro – e nosso deputado estadual Marcelo Freixo estão acompanhando de perto. Vamos tomar providências legais e cabíveis contra essa violência.

Estenderei isso à esfera nacional e às comissões de Educação e da subcomissão de Cultura e Direitos Humanos da Câmara Federal e tratarei disso no Seminário Regional de Reformulação do Ensino Médio amanhã, em que o secretário da educação prometeu estar presente. O sentimento de agressão moral que permeia a classe educadora é também meu!

Vocês estão convocadas e convocados a participarem desse evento, para também exporem suas reivindicações e frustrações. Estarei lá ouvindo!

Amanhã (hoje), 30, a partir das 17hs, haverá também um grande ato na Cinelândia, com a presença não só dos profissionais da educação, mas de toda população.

Estão todos convidados(a)!

Jean Wyllys
Deputado federal (PSOL-RJ)

 

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