O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados instaurou, na tarde desta terça-feira (03/06), processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT/SP), por quebra de decoro parlamentar – acusado de envolvimento em esquema de corrupção e propina envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por unanimidade, foi escolhido como relator o deputado Paulo Piau (PMDB/MG).
O PSOL protocolou, no dia 28 de maio, representação contra Paulo Pereira, que teria recebido R$ 325 mil para intermediar um empréstimo de R$ 124 milhões à Prefeitura de Praia Grande (SP) e participado de repasses de recursos para a ong Meu Guri, presidida por sua esposa, Elza Pereira, e para ong Luta e Solidariedade, dirigida pelo sindicalista Eleno José Bezerra, vice-presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. A representação do PSOL correrá apensada à da Corregedoria Geral da Mesa, protocolada um dia antes.
Conforme o regimento interno, com a instauração do processo no Conselho de Ética, o deputado Paulo Pereira não pode mais renunciar ao mandato. Ele poderá apresentar sua defesa em até cinco sessões do Conselho. O relator tem até 90 dias pra emitir parecer e já adiantou que tentará começar a ouvir testemunhas e o próprio deputado representado na próxima semana.
Além disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, informou que até o final desta semana deve anunciar a decisão sobre o inquérito contra Paulo Pereira da Silva.

