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Deputadas estaduais de SP sofrem ameaças e denunciam violência política de gênero e raça

No último sábado (31), todas as deputadas estaduais da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foram alvo de um grave ataque: um e-mail anônimo com ameaças de morte, além de conteúdos misóginos, racistas e capacitistas. A mensagem mencionava algumas parlamentares nominalmente, configurando um episódio inédito de violência política coletiva contra mulheres no maior parlamento estadual do país.

Em resposta, as deputadas divulgaram uma nota conjunta repudiando o ataque e registraram denúncia na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). “Intimidações desse tipo não podem ser aceitas sob o regime democrático em que vivemos, mas elas mostram o quão urgente também se faz a adoção de políticas públicas de enfrentamento à violência política de gênero”, afirma o texto.

A deputada estadual Paula Nunes (PSOL-SP), da Bancada Feminista, destacou a gravidade da ameaça: “Essa não é a primeira vez que eu ou outras de nós recebemos ameaças, mas a novidade é que todas as deputadas foram ameaçadas ao mesmo tempo”. O caso reafirma a urgência de combater a misoginia institucional, “Não é possível que num país em que uma vereadora foi assassinada, como é o caso de Marielle Franco, a violência política de gênero siga existindo de uma forma que parlamentares no maior parlamento estadual do país sejam ameaçadas e invisibilizadas apenas por ser mulher”.

A violência política não é um caso isolado na Alesp. Em 2022, a deputada Mônica Seixas (PSOL-SP) foi vítima de violência de gênero durante uma sessão em que o ex-deputado Wellington Moura afirmou que colocaria um “cabresto na boca” da parlamentar. O caso resultou na primeira denúncia da Procuradoria Regional Eleitoral com base na Lei nº 14.192/2021, e Moura foi condenado a pagar R$ 44 mil de indenização, realizar curso de letramento em gênero e manter distância da deputada por quase três anos.

Hoje as mulheres ocupam 25 das 94 cadeiras da Alesp — um avanço em relação às legislaturas anteriores —, mas os ataques seguem sendo uma prática comum contra parlamentares que ocupam espaços de poder. “Cada vez que uma mulher se levanta para defender um projeto, eles atacam”, relata a deputada Ediane Maria (PSOL-SP). “Não seremos silenciadas! A tentativa de nos intimidar é mais uma prova da nossa importância nesses espaços “, reforça

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