Os deputados estaduais Guilherme Cortez e Ediane Maria, ambos do PSOL-SP, junto ao vereador do PSOL Jundiaí Henrique Parra, acionaram o Ministério Público de São Paulo contra a decisão do governador Tarcísio de Freitas de acabar com o Serviço 710, que ligava Jundiaí a Rio Grande da Serra.
O serviço, que integrava as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM, foi descontinuado como parte da concessão da Linha 7 à iniciativa privada. A medida teve como resultado superlotação nas estações, mais tempo de deslocamento para os passageiros e aumento da precariedade no transporte público.
Em sua representação, Guilherme Cortez lembrou o caos na última segunda-feira (25/8), quando o descarrilamento de um trem de manutenção paralisou temporariamente o serviço e a estação Palmeiras-Barra Funda ficou abarrotada de usuários. “A cena ilustra de maneira inequívoca que a atual estrutura não é capaz de absorver a demanda antes suprida pelo Serviço 710”, afirmou o deputado, reforçando que a privatização não pode justificar a piora do sistema.
Cortez também defendeu a extinção do contrato com a concessionária TIC Trens, responsável pela Linha 7-Rubi.
Ediane Maria e o vereador Henrique Parra alertaram que a extinção do 710 representa um retrocesso grave para os trabalhadores que dependem do transporte. Eles pediram a abertura de inquérito e cobraram estudos de impacto da medida. “O fim do Serviço 710 e a fragmentação do sistema ferroviário têm como motivação central a lógica de mercado e de interesse das concessionárias, desconsiderando a eficiente prestação do serviço público aos usuários”, destacaram na denúncia.
A decisão de Tarcísio de Freitas simboliza a política de sucateamento dos serviços públicos em nome do lucro privado, deixando a população refém de um transporte caro, ineficiente e inseguro.

