A deputada federal Erika Hilton (PSOL) acionou a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo contra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Polícia Militar e a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) após a truculenta desocupação da reitoria na madrugada do domingo (10). A deputada Sâmia Bomfim (PSOL) também acionou a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a conduta ilegal e truculenta da operação.
A reitoria da USP estava ocupada pelos estudantes da universidade desde a última quinta-feira (7) para reivindicar melhorias nas políticas de permanência estudantil, como moradia e alimentação, e buscava reabrir os canais de diálogo fechados pela reitoria.
O DCE (Diretório Central dos Estudantes) Livre da USP afirmou que a operação truculenta começou por volta das 4h15 e envolveu bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes. A entidade também relembrou que houve estudantes feridos e apontou que a PM agiu sem decisão judicial de reintegração de posse.
Erika Hilton classificou como legítimo o protesto dos estudantes e afirmou que o governo e a reitoria se recusaram a negociar antes de recorrer à força policial. “É um absurdo que o poder público se recuse a negociar, parta para a violência e que quatro estudantes tenham sido detidos por exercerem seu direito constitucional ao protesto”, disse.
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Sâmia Bomfim criticou a atuação policial e manifestou apoio ao movimento estudantil. “Estou acionando a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a conduta ilegal e truculenta na última madrugada, quando a tropa de choque agiu com violência ao entrar na USP e agredir estudantes”, afirmou.
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