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Faltou transparência nas eleições da APLB-Sindicato na Bahia

Na quinta-feira, dia 1º, ocorreu a segunda audiência do processo que membros da Chapa 2 “APLB pra Lutar: Oposição de verdade” movem na Justiça pedindo anulação das últimas eleições da APLB-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) devido a uma série de irregularidades. Dentre estas, o fato da comissão eleitoral não informar à chapa de oposição os endereços dos locais de votação no interior do Estado.

Mais as falhas do processo eleitoral não acabaram na apuração e até hoje a direção da entidade não apresentou à Justiça documentos pedidos pela oposição, a exemplo das atas e mapas de apuração por urna, listas de votantes e dos endereços onde funcionaram os locais de votação no interior do Estado. Tudo isso deveria ser apresentado aos oposicionistas no máximo cinco dias antes de eleições.

César Carneiro, candidato pela Chapa 2 APLB pra Lutar, informa que os sindicalizados à APLB-Sindicato estavam com grande esperança com a possibilidade de mudança no grupo político que “há décadas se apossaram da entidade e há 15 anos não enfrentam uma eleição com concorrentes, já que a própria direção é quem escolhe as comissões eleitorais e a cada pleito mudam regras para dificultar o trabalho da oposição. Para as eleições do triênio 2011-2014 que aconteceram nos dias 4 e 5 de agosto, por exemplo, foram exigidos 1.050, isso mesmo, um mil e cinqüenta documentos entre cópias e originais para inscrição de uma chapa completa”.

“A discrepância do resultado das eleições configuram-se em fortes indícios de fraude, pois, enquanto a Chapa 1 ‘ganhou’ nas cidades do interior onde não houve fiscalização da Chapa 2 (que não foi informada onde funcionariam as urnas), na Capital a Chapa 2 saiu vitoriosa com mais de 70% dos votos válidos. O fato virou piada e a categoria passou a gritar para a direção em tom de palavra de ordem: ‘onde houve fiscalização, ganhou a posição!’. Este absurdo não pode passar impune e confiamos na ação da Justiça”, afirma o professor César Carneiro.

Para César Carneiro e Joselito Pinto, membros da Chapa 2 que subscrevem a ação na Justiça, a permanência da atual direção no controle do sindicato tem efeito pernicioso para a categoria e a Educação no Estado da Bahia. Os professores afirmam que “está nítido que há muito os membros da direção da APLB-Sindicato deixaram de representar os interesses da categoria. Prova disso é que mesmo com uma série de problemas nas matrículas da rede estadual, greve da Polícia Militar e a paralisação nacional em defesa do PISO, até agora a direção do sindicato não convocou uma assembléia da categoria para discutir, organizar e tocar as lutas da categoria”.

“Para os professores, a omissão e a submissão da direção aos interesses do governo pode levar a categoria a mais uma derrota com o governador Jaques Wagner (PT) não respeitando o reajuste de 22% para toda a categoria”, conclui César Carneiro.

*Fonte: PSOL Salvador

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