Paralisação nacional deve forçar o presidente Juan Manuel Santos a dialogar com lideranças dos trabalhadores. O setor agrário foi fortemente atingido pelos acordos de livre comércio assinados pelo país
A greve geral por tempo indeterminado na Colômbia entrou para o terceiro dia marcada por forte repressão policial. Bloqueios em importantes rodovias do país, passeatas e protestos em vários estados marcam a paralisação nacional no país. Pelo menos 22 pessoas foram presas e dezenas ficaram feridas.
A paralisação nacional que começou segunda-feira (19) e ganhou ampla adesão, deve forçar o presidente Juan Manuel Santos a dialogar com diferentes representações. O setor agrário foi fortemente atingido pelos acordos de livre comércio assinados pelo país.
O presidente Juan Manuel Santos ordenou austeridade e repressão da força pública contra bloqueios das vias.
Participam da greve geral as principais organizações de camponeses, caminhoneiros, trabalhadores da saúde e da educação. A paralisação nacional conta com o apoio de todos os sindicatos do país e a maioria dos movimentos sociais.
Os agricultores pedem mais investimentos e atenção por parte do governo do presidente Juan Manuel Santos. Em todo o país, cerca de 250 mil caminhoneiros entraram em greve.
Os manifestantes relatam uma série de acontecimentos preocupantes. De acordo com eles, ônibus foram interceptados e grevistas detidos, além terem sido registradas agressões, detenções e feridos.

