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Greve nas universidades da Bahia

Vestidos de pretos e com faixas e cartazes às mãos, alunos e professores da (UNEB) surpreenderam o governador da Bahia Jaques Wagner na entrada da Fábrica Moscamed. “Eu só quero estudar”, diziam os estudantes.
Eles protestam contra a falta de investimentos no ensino superior, solicitam mais recursos para a assistência estudantil, qualidade do ensino na graduação, bolsas para pesquisa e a contratação de professor, a fim de garantir um ensino de qualidade. Após gritos de protesto e músicas que identificam o ato, o Deputado Joseph Bandeira (PT) negociou a entrada de uma comitiva que representasse os protestantes, com a condição de que grupo se mantivesse no local sem fazer barulho.
Formada pelos professores Emanuel Ernesto, Cosme Batista, Neuma Guedes e o aluno Diego Albuquerque, a Comissão garantiu que, na conversa, com o governador ficou esclarecido que haverá uma discussão sobre o Decreto 12583 de fevereiro deste ano, mas não haverá revogação. “Segundo o que ouvimos do governador é que a negociação será realizada separadamente com cada Reitor, pois cada um sabe onde aplicar os cortes no orçamento”, disse Emanuel Ernesto. Assim, as responsabilidades seriam dos gestores universitários.

Para o estudante Diego Albuquerque (foto acima)  é importante apoiar a decisão da greve por acreditar que o Decreto fere a autonomia da universidade e a melhoria da condição de ensino, quando proíbe o professor de sair para especializar-se, atingindo diretamente a qualidade do nosso ensino.

Já alguns representantes políticos presentes na comitiva do governador desconheciam o Decreto, como o Deputado Estadual Roberto Carlos, cidadão juazeirense. Apesar de afirmar ser contrário a qualquer tipo de prejuízo à educação, ele afirmou que soube do Decreto na semana passada, e que desconhece o conteúdo.
Se assim como o deputado estadual Roberto Carlos, você desconhece o conteúdo do Decreto, saiba que ele estabelece o congelamento dos salários por quatro anos; cortes nos orçamentos das universidades baianas, parte do plano de enxugamento de orçamento anunciado pelo governo baiano no início de fevereiro, que visa a diminuir em R$ 1,1 bilhão os gastos da administração pública este ano.
Por: Karine Nascimento (texto) – Lorena Santiago (foto)

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