O papel da prefeitura no incentivo à cultura deve ir além da realização de shows com artistas consagrados, defende Marcelo Freixo. No início da tarde desta quarta-feira (15/8), ele se encontrou com os estudantes e professores da ONG Galpão do Aplauso, que ocupa um terreno de 14 mil metros quadrados na Gamboa, oferecendo cursos de música e artes cênicas, entre outros. Marcelo discutiu formas de manter o projeto vivo e ampliá-lo, pois ele está ameaçado de remoção pela atual administração municipal, que quer o terreno para a construção de uma torre de 60 andares. Ao falar para cerca de 100 estudantes, Freixo comentou a importância de manter ativos projetos como este.
“Ter acesso a cultura é importante, mas é essencial ter meios de produzi-la. Hoje, vivemos uma cultura do aplauso, na qual os cariocas são chamados a ser meros espectadores, sem participação ativa. É preciso reverter esse quadro”, afirmou o candidato.
A ONG já teve 1.100 alunos, mas tem reduzido suas atividades por falta de verba. Primeiro, o atual prefeito cortou os repasses do município. Agora, com a possibilidade de perder o espaço, o projeto também encontra dificuldades de conseguir parceiros que queiram investir,. “Temos somente 300 alunos, mas não sabemos por quanto tempo conseguiremos resistir sem apoio. Estão matando o projeto por inanição”, disse a presidente do Galpão, Ivonette Albuquerque, que estará em Washington, capital dos Estados Unidos, em setembro, para apresentar o método de trabalho ONG, que serve de modelo para projetos em outras partes do mundo.
Após o encontro com os estudantes da ONG, Freixo também se reuniu com produtores culturais cariocas, na Lapa, para discutir suas propostas para o setor. A ideia é que o programa de governo continue sendo aperfeiçoado pela participação popular. “Queremos uma administração democrática, então é importantíssimo ouvir as experiências e opiniões para encontrarmos o melhor caminho”, disse o candidato.
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