Condenado em 2014 por fazer doações acima da porcentagem em relação ao patrimônio permitida por lei, Michel Temer está inelegível para as próximas eleições. Pela lei da Ficha Limpa, o limite de doação de pessoa física não pode extrapolar 10% dos ganhos anuais. Quem comete crime eleitoral e desrespeita as regras de doação fica inelegível por oito anos.
Para dar um golpe e reverter a situação, o grupo de Temer busca como referência um caso semelhante ocorrido com um candidato do PV no interior de São Paulo, que cometeu crime semelhante.
A cada dia que passa, o golpista Michel Temer busca caminhos para limitar os meios de combate à corrupção. Como diz seu braço direito, Romero Jucá, o objetivo é “estancar a sangria”. Aliados do golpe tentam subverter a Lava Jato, tentaram aprovar na calada da noite anistia para quem cometeu crime de caixa dois e agora tentam surrupiar a lei da Ficha Limpa.
Vale notar que mesmo depois do impeachment, Dilma não perdeu seus direitos políticos. Já Michel Temer encontra-se na berlinda. Por mais que o usurpador da presidência afirme que não vai se candidatar em 2018 – condicionante para ter PDSB e Democratas ao seu lado – aliados querem manter de pé a possibilidade.
Nesse governo, a cada dia, um novo golpe. Essa marca, porém, gera necessariamente instabilidade, o que pode por um fim mais rápido à presidência ilegítima comandada pelo PMDB.

