O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou na última segunda-feira (21) à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, a suspeição do ministro Gilmar Mendes dos casos envolvendo Jacob Barata Filho – o “rei do ônibus” – e Lélis Marcos Teixeira.
Na semana passada, Mendes revogou, por duas vezes seguidas, as prisões dos empresários. Segundo Janot, há entre o ministro e Barata Filho “vínculos pessoais que o impedem de exercer com a mínima isenção suas funções no processo”, portanto as decisões tomadas por ele devem ser anuladas.
A denúncia do procurador aponta que Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha do empresário e que um advogado de Gilmar também é advogado de Barata Filho. Além disso, a esposa de Gilmar, Guiomar Mendes, trabalha em um escritório de advocacia que representa empresas diretamente relacionadas a Barata Filho e Lélis Teixeira.
Os dois empresários são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção no setor de transportes do Rio de Janeiro, com a participação de empresas e políticos do estado, que teria movimentado R$ 260 milhões em propina.
O pedido de suspeição e de anulação de todas as decisões serão analisados pela ministra Cármen Lúcia.

