O deputado Jean Wyllys (RJ) participou, na segunda-feira, dia 4, no Rio de Janeiro, de atividades da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Negros e Pobres da Câmara dos Deputados.
Pela manhã, foi realizada diligência no Complexo do Alemão. Em audiência pública no Colégio Caic Theóphilo de Souza Pinto, a CPI ouviu os moradores e suas perspectivas de como garantir segurança pública a partir de direitos sociais. Também participaram da atividade os deputados estaduais do PSOL Marcelo Freixo e Flávio Serafini.
Para o deputado, é essencial que o Estado assuma a sua parcela de responsabilidade, se prestando à discussão séria e não-eleitoreira, que passa diretamente pela revisão da política de combate às drogas, do fim da marginalização, e, principalmente, da presença real dos serviços do Estado nas comunidades, para que possamos dar um fim a massacres diários que as vitimam.
A diligência foi realizada em conjunto com as Comissões de Direitos Humanos e de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e contou com a participação de Denise Moraes (mãe de vítima da violência), o presidente de Associação dos Moradores, Marcos Pepé, além da comunidade escolar.
À tarde, foi realizada audiência pública para ouvir relatos de representantes da comunidade negra e levantar informações que vão compor o relatório final da Comissão. O relatório indicará políticas públicas ao poder Executivo, ações ao poder Judiciário e quais projetos o Legislativo deve aprovar para barrarmos o genocídio que atinge essa população. Além do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), compuseram a mesa da audiência os deputados federais Reginaldo Lopes (PT/MG) – presidente da CPI, Paulão (PT-AL), Sóstenes Cavalcante (PSD/RJ), Celso Jacob (PMDB/RJ) e as deputadas Érika Kokay (PT-DF), Rosângela Gomes (PRB/RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ).

