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Justiça do Rio condena policiais envolvidos no caso Amarildo

Dos 25 PMs denunciados, pelo menos oito responderão pelo crime, entre os quais o ex-comandante da UPP da Rocinha. Ajudante de pedreiro sumiu em julho de 2014 durante operação policial

Reportagem veiculada neste domingo (31) no Fantástico aponta que pelo menos oito dos 25 policiais militares denunciados por envolvimento no assassinato de Amarildo Souza, no Rio de Janeiro, foram condenados pela Justiça do Rio. O programa teve acesso, com exclusividade, a partes da sentença que condena o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, major Edson Santos, e mais sete policiais pela tortura e assassinato do ajudante de pedreiro, desaparecido em 14 de julho de 2013 durante uma operação policial na comunidade na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com a sentença, a Justiça confirma que os policiais são culpados pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. Por ter patente superior, o major Edson Santos foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão, sendo a maior pena definida pela sentença. Já o então subcomandante da UPP da Rocinha, tenente Luiz Felipe de Medeiros, foi condenado a 10 anos e sete meses. Conforme a sentença, ele orquestrou o crime junto com o major Edson. O soldado Douglas Roberto Vital Machado pegou 11 anos e seis meses de prisão por ter atuado desde a captura de Amarildo até a morte dele.

Os outros cinco soldados (Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Jairo da Conceição Ribas, Wellington Tavares da Silva e Fábio Brasil da Rocha da Graça) pagarão pelo crime com 10 anos e quatro meses de prisão, além de terem sido expulsos da corporação.

Na sentença, a juíza critica a ação dos policiais. “Nos deparamos com a covardia, a ilegalidade, o desvio de finalidade e abuso de poder exercidos pelos réus.” A juíza conclui ainda: “Tudo demonstra que Amarildo foi torturado até a morte”.

À época do desaparecimento de Amarildo o Rio de Janeiro e outros estados do país promoveram a campanha “Onde está Amarildo”. Várias organizações sociais que lutam em defesa dos direitos humanos e contra a ação truculenta da PM nas comunidades carentes e favelas do país exigiram explicação pelo sumiço do pedreiro no mesmo dia em que ocorrera a operação da UPP da Rocinha. O PSOL, por meio de seus parlamentares no Rio de Janeiro e de sua militância em todo o país, engrossou o caldo da campanha para que o desaparecimento de Amarildo fosse apurado e os responsáveis devidamente punidos. As investigações confirmam, portanto, que a campanha “Onde está Amarildo” estava certa ao apontar os policiais que atuavam naquela UPP como os responsáveis por esse crime bárbaro.

Confira a reportagem completa do Fantástico.

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