O candidato à Prefeitura do Rio Marcelo Freixo participou, na manhã deste sábado (25/8), do Ato S.O.S. Autódromo, que reuniu cerca de 50 pessoas contrárias à demolição do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá (Zona Oeste). Embora os demais candidatos a prefeito tenham sido convidados para o manifesto, Marcelo foi o único que compareceu e dialogou com os profissionais do automobilismo, entusiastas da atividade e mecânicos que estavam presentes. Ele considerou a demolição do equipamento um símbolo do que está acontecendo na cidade.
“O autódromo tem uma história belíssima, não tem necessidade de destruí-lo. Sequer houve diálogo e quem sai perdendo é o esporte em benefício da especulação imobiliária”, afirmou Marcelo.
No local do Autódromo de Jacarepaguá, a Prefeitura vai erguer o Parque Olímpico Rio 2016, principal instalação esportiva para os jogos. Como a maior parte das construções não será permanente, após o evento a área servirá à construção de condomínios de luxo.
O candidato a prefeito ainda ressaltou que o terreno escolhido para a construção do novo autódromo, em Deodoro, é uma área que abriga espécies remanescentes da Mata Atlântica e está situada em uma região carente de reservas verdes, conforme parecer do Conselho Municipal de Meio Ambiente, assinado, em abril deste ano, pelo próprio vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente do município, Carlos Alberto Muniz.
De acordo com os organizadores do ato, o custo para reformar o autódromo seria de R$ 51 milhões, enquanto a construção de um novo equipamento custaria aos cofres públicos R$ 300 milhões. Eles lembraram que a área escolhida em Deodoro também é inadequada devido à falta de infraestrutura e que a Prefeitura ignorou acordo judicial que previa a desativação do Autódromo de Jacarepaguá somente após o início das obras do novo autódromo. O acordo foi assinado pela Prefeitura antes dos Jogos Pan-americanos de 2007 e renovado durante a candidatura às Olimpíadas.
Do site www.marcelofreixo50.com.br

