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Ministros e secretários estaduais terão que explicar vínculos militares com Israel após onda de ações do PSOL

Os Ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública, além das Secretarias de Segurança Pública de oito estados brasileiros e do Distrito Federal terão que informar sobre suas relações comerciais e de cooperação com Israel e empresas israelenses nas áreas de defesa e segurança em resposta a pedidos de informação protocolados na última quarta-feira (29) por parlamentares do PSOL nas bancadas federal e estaduais.

Dentre outros questionamentos, as autoridades deverão informar se as polícias civis, militares, a Força Nacional, a Polícia Federal e as Forças Armadas fazem uso de armamentos israelenses ou realizaram treinamentos naquele país.

Esta grande onda de requerimentos de informação pelo país ocorre cerca de um mês depois que mais de 300 figuras públicas e parlamentares latinoamericanos publicaram um manifesto condenando os planos israelenses de anexação de jure da Cisjordânia e endossando o chamado de organizações da sociedade civil palestina por um embargo militar a Israel.

Segundo os parlamentares, “é urgente aferir de que modo o Brasil se faz cúmplice das violações perpetradas pelo regime israelense e auxilia na manutenção destas ilegalidades”.

No Rio de Janeiro, a bancada estadual do PSOL, composta por Flávio Serafini, Dani Monteiro, Eliomar Coelho, Mônica Francisco e Renata Souza, enviou na terça-feira o requerimento de informação à Secretaria de Segurança Pública do estado. O mesmo ocorreu  na quarta-feira, em São Paulo, quando os questionamentos foram apresentados por Mônica Seixas da Bancada Ativista, Carlos Giannazi, Erica Malunguinho e Isa Penna, integrantes da bancada do PSOL no estado.

No Amapá, Ceará, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, e Rio Grande do Sul, a iniciativa foi levada a cabo, respectivamente, pelos deputados do PSOL Paulo Lemos, Renato Roseno, Fábio Félix, Sandro Pimentel e pela deputada Luciana Genro. No Pará, além do requerimento de informação da deputada Marinor Brito (PSOL), o Conselho de Segurança Pública do estado também protocolou os mesmos questionamentos.

Em Minas Gerais, o pedido de informação foi feito pela deputada Andréia de Jesus (PSOL) em conjunto com Leninha Alves e Betão, ambos do PT. Na esfera federal os requerimentos de informação foram apresentados pela líder do PSOL, Fernanda Melchionna, em nome da bancada do partido.

Os movimentos sociais e organizações envolvidas esperam que mais parlamentares de outros estados se somem à iniciativa nos próximos dias. No caso de Pernambuco, o mandato coletivo das Juntas (PSOL) já anunciou que realizará iniciativa semelhante nas próximas semanas.

Segundo Soraya Misleh, representante da Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo, “é urgente escutar o chamado do povo palestino por solidariedade através do embargo militar e denunciar os laços entre o regime israelense de ocupação, colonização e apartheid com o racismo e a militarização no Brasil”.

Gizele Martins, comunicadora social da favela da Maré e uma das organizadoras do Julho Negro, afirma que “a luta contra o racismo e a militarização é global e não se pode aceitar que táticas e tecnologias desenvolvidas sobre o povo palestino ajudem a matar e reprimir ainda mais no Brasil”.

A iniciativa foi articulada por movimentos sociais e organizações da sociedade civil que integram o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) no contexto da quinta edição do “Julho Negro”, evento organizado por movimentos de favelas, de mães e de familiares de vítimas da violência de Estado no Rio de Janeiro, realizado de forma online nesta semana.

A iniciativa também integra o 5º Julho Negro, série de eventos anuais que estão ocorrendo nesta semana, organizados e protagonizados por movimentos de favelas e de mães e familiares de vítimas da violência do Estado no Rio de Janeiro. A ideia é também denunciar que a importação destas tecnologias e táticas de Israel aprofundam o racismo e a militarização no Brasil.

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