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MPF pede arquivamento de investigações sobre ameaças de morte a Lívia Duarte (PSOL) e Bia Caminha (PT) no Pará

O Ministério Público Federal pediu o arquivamento do inquérito que apura ameaças de morte com ofensas raciais, machistas e homofóbicas recebidas por meio eletrônico por Livia Duarte (PSOL), deputada estadual do Pará, e Bia Caminha, vereadora de Belém, ainda em 2023.

O motivo é que as autoridades policiais não foram capazes de identificar a autoria das mensagens criminosas. O desfecho do processo atesta a ineficiência do Estado em garantir a segurança de autoridades, principalmente de mulheres negras expostas à violência política por ocuparem cargos eletivos.

Reconhecidas pelo ativismo feminista, antirracista e antiLGBTfóbico, Lívia Duarte e Bia Caminha receberam e-mails com ofensas e ameaças às suas vidas, incluindo a menção de serem enviadas ao encontro de Marielle Franco, vereadora carioca do PSOL assassinada em 2018.

Notificadas sobre a manifestação do MPF no processo, no último dia 19 de setembro, Lívia Duarte e Bia Caminha emitiram nota pública em que afirmam: “Não seremos interrompidas!”.

Em trechos da nota, elas apontam que a resposta do MPF “é tão violenta quanto a ameaça sofrida” e evidenciam que a impunidade gera mais violência e atesta o prejuízo à democracia quando o Estado não consegue garantir a segurança de parlamentares eleitas.

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