Hoje, 25 de novembro, é o Dia Latino-americano e Caribenho de Luta Contra a Violência às Mulheres. No Brasil, as mulheres irão às ruas para denunciar os retrocessos que estão em curso e os que estão por vir, como a PEC 55/2016 (antiga PEC 241) e a reforma da Previdência, e toda a violência machista, que diariamente tira a vida de milhares de mulheres no país e no mundo.
No Distrito Federal, o ato será às 12h, na Alameda dos Estados (em frente ao Congresso Nacional). Em São Paulo, as mulheres se concentrarão a partir das 14h, na Praça do Patriarca (Centro), de onde sairão em caminhada. No Rio de Janeiro, a manifestação será às 17, no Largo da Carioca (Centro). Em outras dezenas de cidades, também haverá manifestação para marcar o dia.
Agendada para votação no Senado na próxima terça-feira, dia 29/11, a Proposta de Emenda Constitucional 55 impõe um teto para gastos em políticas públicas representará ainda mais violência na vida da população feminina no país.
Os cortes em políticas públicas, além de áreas fundamentais como saúde e educação, atingirão também setores que ampliarão ainda mais a vulnerabilidade das mulheres, sobretudo as vítimas de violência. É o caso de áreas como a assistência social, os direitos humanos, a moradia e as próprias políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.
Segundo o Atlas da Violência 2016 (Ipea/FBSP), mais de 4750 mulheres morreram no Brasil em 2014 vítimas de violência. O número pode crescer brutalmente diante dos 20 anos de cortes em áreas sociais previstos na PEC. Mulheres entre 15 e 29 anos estão entre as maiores vítimas de feminicídios e os números mostram para um assassinato a cada hora no país.
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