Em resposta às acusações de Geraldo Accioly – Coordenador de Projetos Especiais da Prefeitura de Fortaleza.
Ao longo dos anos, o PT vem passando por um processo de transformismo que se revela nas políticas que implementa; nas alianças que constitui e nos modos como encara as mobilizações sociais.
Em Fortaleza, a forma como conduz a política e trata setores que reivindicam, de forma legítima, melhores condições de trabalho e de vida vem causando estranhamento à população. Como se não bastasse a repressão dos trabalhadores/as da educação levada a cabo por uma Guarda Municipal que foi militarizada durante a administração petista, recentemente o Sr. Geraldo Accioly, Coordenador de Projetos Especiais da Prefeitura Municipal de Fortaleza, afirmou, através de uma resposta pouco política às críticas proferidas pelo vereador do PSOL, João Alfredo, em relação ao andamento da construção do Hospital da Mulher, que quem questiona a obra “tem ódio às mulheres, que não quer deixar a gente trabalhar.”, conforme noticiou o jornal O POVO online e o Blog do Eliomar de Lima.
Nós, feministas, integrantes do Núcleo de Mulheres Rosa Luxembrugo, do PSOL–CE, esclarecemos e ressaltamos que o Mandato Ecos da Cidade, do Vereador João Alfredo do PSOL-CE sempre esteve a lado da luta e em defesa de políticas públicas que ampliem e consolidem a cidadania das mulheres, melhorem a qualidade de vida e de saúde, que garantam a universalidade do acesso aos programas e políticas sociais, bem como o seu controle social.
O requerimento do mandato Ecos da Cidade do PSOL, de autoria do Vereador João Alfredo, exercendo o papel de fiscalizador das políticas públicas do município, solicitou que a Prefeitura de Fortaleza e a Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano (SEMAM) prestassem informações publicamente no Plenário da Câmara dos Vereadores, no prazo de 15 dias, sobre o repasse dos recursos para a construção do Hospital da Mulher, o atraso das obras e a ausência do projeto e da documentação da área de intervenção (licenciamento ambiental), ambos não apresentados ao Ministério da Saúde.
Nesse sentido, nossa luta vai ao encontro de reivindicar políticas que reconheçam e minimizem as desigualdades entre mulheres e homens e que possam se ampliar para um acompanhamento integral que contemple todos os ciclos de vida, grupos populacionais e necessidades de saúde da população feminina visando à melhoria das condições de saúde das mulheres, o que até hoje não foi efetivado pela atual gestão da PMF.

