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Nota do PSOL: Rememorar Mãe Gilda e reafirmar a liberdade de consciência e crença no Brasil

Dia 21 de janeiro: Rememorar Mãe Gilda e reafirmar a liberdade de consciência e crença no Brasil

Nós, comunistas, sabemos respeitar as religiões; somos pela liberdade completa de consciência e não desejamos, de forma alguma, que essa liberdade seja utilizada pelos dominadores, pelos fascistas, pelos reacionários, pelos senhores feudais para acorrentar o nosso povo, miseravelmente, como o têm feito.

No dia 21 de janeiro homenageamos Mãe Gilda, fundadora do Ilê Axé Abassá de Ogum, nas imediações da Lagoa do Abaeté, em Itapuã, Salvador, falecida nesta data, em 2000, após ter sua saúde debilitada por ataques contra seu terreiro e pessoa por intolerantes religiosos. A luta de Mãe Gilda é continuidade da luta dos negros e negras que resistiam pela liberdade nos quilombos, terreiros, casas de rezadeiras e colônias de pesca em todo o território nacional.

A intolerância religiosa nada mais é, portanto, que racismo religioso contra a religiosidade afro-indígena que constitui o patrimônio de todo o povo brasileiro. O racismo religioso tem tentado cotidianamente destruir as religiões de matriz africana não somente com discursos de ódio e pregações em igrejas fundamentalistas e redes de televisão, mas na invasão, depredação e destruição dos templos religiosos e também da violência e assassinato de religiosos e religiosas.

Segundo dados do Disque 100 do Ministério dos Direitos Humanos, no período de 2015 até junho de 2017 foram recebidas aproximadamente 1.500 (hum mil e quinhentos) registros que incluem violações como desrespeito, xingamento, agressão e destruição de templos, ou seja, temos 1 (uma) denúncia a cada 15 (quinze) horas. Os adeptos das religiões de Matriz Africana as maiores vítimas do ódio religioso que só cresce, ano a ano, com a ação de bancadas de parlamentares fundamentalistas, que não respeitam a liberdade de crença e de não crença e a laicidade do estado.

O PSOL manifesta a sua defesa intransigente da democracia, do estado laico e do pluralismo religioso e enxerga no ataque às religiões de matriz africana e indígena a continuidade do racismo que há séculos oprime negros, negras e povos indígenas.

Executiva Nacional do PSOL
13 de janeiro de 2018

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